O Final Controversial de Jujutsu Kaisen: Uma Análise do Último Capítulo
O último capítulo de *Jujutsu Kaisen* foi lançado e gerou uma onda de controvérsia. Muitos fãs expressaram raiva e desapontamento com a conclusão da obra, inundando as redes sociais com alegações de que o final de JJK pode ser um dos piores já vistos. Será que essa percepção é justa, ou é apenas um exagero motivado pela internet? Vamos destrinchar o conteúdo deste capítulo final.
O Pós-Luta e o Fim do Jogo da Eliminação
No capítulo mais recente, a discussão sobre a luta contra Sukuna finalmente foi deixada de lado, dando lugar a um vislumbre da vida dos feiticeiros após o confronto massivo. Ficou claro que o **Culling Game** chegou ao seu fim oficial após a queda de Ryomen Sukuna, embora o processo exato desse término não tenha sido detalhado.
Estávamos sob a impressão de que o Culling Game era uma espécie de “limite sobrenatural” que os jogadores não conseguiriam anular. No entanto, no final, ele se tornou um mero detalhe após a batalha contra Sukuna, com pouca explicação sobre o que realmente aconteceu.
Vimos Megumi e Shoko prestando respeito ao túmulo da irmã falecida de Megumi, Tsumiki, antes de Megumi partir em uma missão. Shoko, por sua vez, parece ter finalmente abandonado o hábito de fumar.
Também descobrimos que os vestígios absorvidos de Kenjaku ainda permanecem nos restos mortais de Sukuna, depois de terem sido arrancados de Megumi. Isso sugere que a barreira de Tengen sobre o Japão deve continuar ativa enquanto esses vestígios forem preservados. Contudo, essa barreira não será eterna, indicando a necessidade urgente de implementar planos alternativos e contramedidas.
Como Megumi sobreviveu à possessão de Sukuna, os feiticeiros planejam tentar salvar todos os outros que foram possuídos por feiticeiros reencarnados do passado, como resultado do Culling Game. No entanto, como Uro e Kaku são feiticeiros reencarnados que auxiliaram os feiticeiros modernos durante o Culling Game, Yuji aconselha-os informalmente a se esconderem em Tóquio caso não queiram ser expelidos dos corpos que atualmente possuem. Tóquio é o local ideal, pois ainda está fora dos limites para o público em geral, devendo ser relativamente segura para os feiticeiros reencarnados, pelo menos por enquanto.
Episódios Aleatórios Pós-Combate
O capítulo também nos apresentou cenas aparentemente desconexas:
* Vimos o feiticeiro mangaká Charles Bernard trabalhando em um *One-Shot* de mangá, uma cena que pareceu um pouco aleatória e deslocada.
* Houve uma discussão de Takaba sobre sua rotina de comédia com um parceiro cujo rosto estava oculto, mas que possuía o mesmo penteado de Kaku. Muitos fãs especularam se Kaku teria retornado à vida e decidido passar um tempo com Takaba por diversão. No entanto, quem esperava uma confirmação ou resposta definitiva sobre isso no capítulo final se decepcionou, pois não houve qualquer esclarecimento.
Em seguida, vimos a Angel se desculpando com um rapaz que ela supostamente intimidou no ensino médio, mas ele não aceitou o pedido de desculpas.
Descobrimos também que Higuruma não será processado por matar várias pessoas durante o Culling Game. Os feiticeiros pressionaram o sistema legal para não dar prosseguimento às acusações, pois pretendem utilizá-lo dali em diante.
Angel denunciou Hana Kurusu para Megumi, revelando que ela tem uma queda por ele. Megumi declarou que assumirá a responsabilidade por Hana e será seu braço direito dali em diante, mas ficou visivelmente incomodado com a menção de casamento.
A Última Missão: O Caso do Stalker
O restante do capítulo focou em uma nova missão designada a Yuji, Megumi e Takaba: ajudar uma mulher que acreditava que seu noivo estava amaldiçoado, pois seu rosto começou a parecer estranho. Descobriram que, na verdade, ela era a vítima da maldição. Um usuário de técnica amaldiçoada fez com que ela visse seu noivo como um personagem caricato de anime *goofy* dos anos 90, enquanto todo o resto ao redor dela parecia normal.
O capítulo terminou com o trio partindo para encontrar este usuário de maldição. Inicialmente, ele não parecia ser ativamente perigoso, pois não estava tentando ferir a vítima. Megumi especulou que ele poderia ser apenas um indivíduo estranho que sobreviveu ao Culling Game e adquiriu poderes amaldiçoados. A especulação era de que ele estava apaixonado pela mulher e estava tentando fazê-la terminar com o noivo ao fazer com que este parecesse ridículo.
No decorrer da investigação, Takaba sugeriu atrair o usuário de maldição para um campo aberto e atacá-lo quando ele se revelasse. Megumi contestou, afirmando que essa tática só funcionaria se o usuário de maldição fosse extremamente ingênuo. Takaba então propôs que Yuji simplesmente pegasse a vítima e fugisse com ela, forçando o usuário de maldição a persegui-los e se expor. Megumi, novamente, apontou que o usuário não precisaria persegui-los, pois saberia onde a mulher mora e poderia simplesmente esperar que ela voltasse para reativar a técnica. A ideia de Yuji de enviar o casal em uma viagem paga também foi descartada, pois Megumi suspeitava que a técnica do feiticeiro permitia localizar a mulher.
A solução veio de Megumi: eles levariam o casal para o último andar de um condomínio de 40 andares, com mais de 150 metros de altura. Subindo no prédio, a vítima sairia do alcance da técnica do usuário de maldição. Quando o feiticeiro tentasse se aproximar para reativar o poder, os feiticeiros o avistariam e neutralizariam.
A estratégia funcionou. Ao atingir os andares superiores, a noiva notou que o rosto de seu noivo havia voltado ao normal. O alcance da técnica era de cerca de 100 metros no máximo, e ao sair dessa área, os efeitos eram anulados. Eles também estavam corretos ao supor que o usuário estava vigiando a vítima 24 horas por dia. Ao sair do alcance, ele tentou subir no telhado de um prédio menor para se realinhar, mas foi rapidamente detido por Megumi, usando sua técnica **Divine Dog: Totality**.
Ao ser preso, o stalker ficou furioso ao saber que a vítima não se lembrava dele. Ele revelou ter comprado a bolsa cara que ela estava usando. Descobriu-se que a mulher trabalhava como *hostess* em um café, e o stalker desenvolveu uma obsessão parassocial por ela, o que o levou a comprar presentes. Contudo, ela atendeu tantos clientes que não se lembrava dele.
A missão final da série se encerra com a captura deste “simp” amaldiçoado. Enquanto Sukuna estava sendo levado, Yuji ofereceu um pequeno encorajamento, dizendo ao stalker que, pelo menos, ele havia assumido a responsabilidade por suas ações e admitido seus erros, o que é o passo mais importante. Yuji sugeriu que, após refletir, o stalker deveria se juntar aos feiticeiros em sua próxima missão, dizendo-lhe: “Estou esperando grandes coisas de você.”
O Flashback de Gojo e Yuji
Este momento levou a um *flashback* de Yuji e Gojo discutindo o Treinamento de Troca de Corpos. Gojo afirmou que tudo bem para eles praticarem a troca, mas pediu a Yuji que fosse mais “Visionário”. Gojo expressou o desejo de que Yuji e os outros alunos levassem adiante seu sonho caso algo lhe acontecesse. Se ele fosse derrotado por Sukuna, Gojo queria que os alunos se desenvolvessem além dele. Ele não queria que eles apenas tentassem imitá-lo; ele desejava que o esquecessem e desenvolvessem uma força completamente diferente da sua. Yuji rebateu, dizendo que jamais esqueceriam Gojo, e notou que ele não parecia o de sempre, estando menos arrogante e mais tímido. Gojo apenas riu, dizendo que aquela era a verdadeira confiança, e que esperava muito de Yuji após aquilo.
Este *flashback* mostrou que Gojo tentou preparar os alunos para sua morte e os motivou a superá-la.
Voltando ao presente, Yuji reafirmou ao stalker que ele não seria executado. O stalker, então, finalmente assume a responsabilidade por suas ações, admitindo que estava culpando a mulher por seus próprios problemas.
O Encontro no Além: Sukuna e Mahito
No final do capítulo, antes de revelarem onde Yuji jogou o dedo de Sukuna, o próprio Sukuna retorna à narrativa, junto com Mahito. As almas remanescentes de ambos se encontram em um local descrito como o “caminho que as almas percorrem na descida do ciclo” (o ciclo de reencarnação no Budismo). Por serem vilões, é presumido que serão reencarnados como formas de vida inferiores.
Mahito cumprimenta Sukuna, surpreso em vê-lo, e questiona se ele estava mentindo sobre viver sua vida segundo seus próprios desejos, sem ser influenciado por forças externas. Mahito supõe que Sukuna estava, na verdade, buscando vingança contra aqueles que o odiavam e perseguiram, aqueles que o viam como um “filho amaldiçoado e indesejado”.
Isso sugere aspectos interessantes da história de Sukuna que poderiam ter sido explorados, como traumas de infância que o transformaram no Rei das Maldições. No entanto, muito pouco se sabe sobre sua origem na era Heian.
Sukuna rebate, dizendo que não importa se ele buscava vingança ou não, ele viveu da única maneira que conhecia e queria. Em seguida, ele se corrige, revelando que tinha dois caminhos possíveis. Uma imagem mostrava Sukuna em uma encruzilhada:
1. Um caminho levava a uma mulher vestida com roupas tradicionais japonesas, sugerindo um casamento e uma vida normal (talvez Yoru).
2. O outro caminho levava ao que parecia ser uma jovem Uraume.
Sukuna relata que não conseguiu evitar liberar as maldições que fervilhavam em suas entranhas e temia que sua própria maldição o imitasse novamente. Mahito zomba do outro caminho, chamando-o de chato, mas Sukuna responde que ele perdeu, e o outro caminho seria, de fato, chato. Isso irrita Mahito, pois Sukuna parece ter amadurecido, enquanto ele permanece como uma criança emburrada.
Os jovens feiticeiros são vistos em seguida, vivendo suas vidas, parecendo contentes.
O Círculo Completo
A página final revela onde Yuji jogou o último dedo de Sukuna: no mesmo lugar onde o encontrou no início da série – o galpão de madeira macabra perto da escola. Com isso, a história se fecha em um círculo. A última página continha um agradecimento do autor aos leitores pelos seis anos de acompanhamento, mas sem indícios de uma continuação direta.
Este final gerou a maior parte da polêmica. Enquanto a luta contra Sukuna foi épica, o desfecho pós-batalha parece anticlimático e apressado. Tópicos como o fim do Culling Game, a breve menção à história de Sukuna, a não punição de Higuruma, o mangá de Charles Bernard e a cena de Takaba/Kaku foram jogados no final sem o devido desenvolvimento.
A missão final, apesar de ilustrar como será a vida dos feiticeiros lidando com problemas menores após a ameaça de Sukuna, pareceu “mediana” (mid). O problema é que, se este for o fim definitivo, a falta de resolução para todos esses pontos soltos deixa a sensação de que muito potencial foi desperdiçado.
A comparação com *My Hero Academia* (MHA) foi inevitável; apesar das críticas ao final de MHA, a conclusão dessa obra permitiu que a história terminasse em uma nota mais empolgante. O final de JJK, neste momento, parece decepcionante.
Perguntas Frequentes
- O que aconteceu com o Culling Game no final?
O Culling Game terminou oficialmente após a derrota de Sukuna, embora o processo exato não tenha sido detalhado, parecendo um desfecho apressado após a batalha principal. - Qual o destino do último dedo de Sukuna?
Yuji jogou o último dedo de Sukuna no mesmo local onde o encontrou no início da história: um galpão de madeira perto da escola. - O que foi revelado sobre o passado de Sukuna?
Em um encontro com Mahito no pós-vida, Sukuna mencionou ter tido dois caminhos possíveis em sua vida passada, um que levava a uma vida normal e outro que culminou no caminho que ele seguiu como Rei das Maldições. - Qual o propósito da missão final de Yuji, Megumi e Takaba?
A missão serviu para mostrar o novo cotidiano dos feiticeiros, resolvendo um caso de maldição que fazia uma mulher ver seu noivo como um personagem de anime caricato, ajudando a ilustrar o tipo de trabalho que farão no futuro. - É possível que haja uma continuação para a história?
Atualmente, o final não estabeleceu diretamente uma sequência, mas a possibilidade existe, como visto em outras obras que ganharam continuações anos depois.






