A Lenda de Elbaf e o Despertar da Akuma Lendária de Lock
Uma lenda guardada por séculos, um artefato que nunca escolheu ser empunhado, apenas aguardou o escolhido. E um príncipe marcado desde o nascimento como vergonha, maldição e ameaça ao próprio mundo. Enquanto Elbaf observa uma luta que parece apenas física, forças muito mais antigas se movem por trás das cortinas. Deuses esquecidos, símbolos solares, criaturas do céu e das raízes do mundo, todas conectadas por um fio invisível que atravessa mitos, murais e avisos deixados para quem ousasse permanecer tempo demais na ilha dos gigantes.
Nada que é simples. O poder que desperta não vem apenas de uma Akuma no Mi, mas de algo sagrado ou talvez profano, que atravessa gerações, culturas e até o próprio conceito da divindade. Entre silhuetas ocultas e paralelos mitológicos, com escolhas e narrativas milimetricamente calculadas por Eiichiro Oda, surge a dúvida que muda tudo: E se o monstro sempre foi apenas o portador de um destino que o mundo se recusou a aceitar?
Análise do Capítulo e o Retorno de Rocks
Este artigo explora as revelações do último capítulo, que trouxe o clímax de uma saga intensa, encerrando o ano com grandes desenvolvimentos. Uma das revelações mais comentadas foi sobre a Akuma no Mi de Lock, que parece estar ligada ao Hagnir, contendo a alma do Xebec. Muitos fãs especulam sobre o retorno de Rocks, e há quem acredite que o personagem voltará, talvez em 2026.
O final do capítulo foi extremamente emocionante, culminando na luta de Lock contra Hagnir. A Akuma no Mi de Lock despertou, e o que antes era especulação — se seria a Hito Hito no Mi, Modelo: Fenrir, ou outra — começa a se clarear.
Como Ferir Imortais: A Importância do Haki do Rei
Durante a batalha, o Gaban traz informações cruciais sobre como lidar com os imortais (os Cavaleiros Divinos). Basicamente, é necessário revestir os ataques com Haki do Rei. Isso causa dor e retarda a recuperação dos ferimentos. O objetivo, segundo Gaban, é continuar atacando repetidamente até que eles não consigam mais lutar, o que sugere uma imobilização temporária, e não necessariamente uma derrota definitiva.
Isso levanta a questão de que pode haver um nível de poder além desse, já que houve casos no passado onde a derrota definitiva foi alcançada:
* O Haki do Rei de Joy Boy que obliterou os Gorosei.
* Garp e Roger conseguiram quebrar o efeito demoníaco de Rocks.
O Gaban explica que os Cavaleiros Divinos tentaram sequestrar os Shanks várias vezes, mas foram sempre derrotados pelos Piratas do Roger, o que explica como ele conhece a forma de lutar contra eles.
Uma curiosidade é como o Kizaru já conhecia Gaban, já que não se encontraram em God Valley. Além disso, os Piratas do Roger sabiam o nome de Shanks, mesmo ele sendo um garoto.
Críticas e o Desafio do Haki para os Chapéus de Palha
Apesar do poder demonstrado pelos atuais Cavaleiros Divinos (como Kizaru, Saturno e Kirin), a retrospectiva de God Valley mostra que eles são patéticos se comparados a figuras como Rocks. O Gorosei pode ser comparado ao nível Yonkou, mas os Cavaleiros de Deus foram humilhados por Rocks e outros.
A principal crítica levantada é a aparente falta de Haki básico na maior parte da tripulação do Luffy. Embora não se espere que todos tenham Haki do Rei, o Haki Básico (Observação e Armamento) é fundamental para uma tripulação Yonkou no Novo Mundo. Sem ele, as lutas se tornam repetitivas ou sem sentido, como Franky disparando o mesmo laser, ou Chopper sem uso de Haki.
É necessário que os membros não essenciais do trio monstro (Luffy, Zoro e possivelmente Sanji) desenvolvam Haki, especialmente Observação e Armamento, para que possam enfrentar os Cavaleiros Divinos sem serem deixados de lado, aguardando um possível *time skip* para treinamento com Gaban.
A Revelação da Akuma no Mi de Lock: Conexões Mitológicas
Lock finalmente consome a Akuma no Mi lendária do baú. Oda escondeu o formato da fruta, um indício de sua grande importância, muitas vezes reservado para frutas como a de Nika.
A transformação de Lock revela garras nas mãos, que lembram as marcas na sala do trono em Elbaf, levando à teoria de que seria uma fruta de um lobo (Fenrir). No entanto, Hagnir se transforma em um esquilo fofo, que remete a Ratatoskr da mitologia nórdica, o esquilo que corre pela Yggdrasil, levando mensagens e fomentando a discórdia entre a águia no topo e o dragão Nidhog nas raízes.
A longevidade de Hagnir é um ponto curioso, já que esquilos vivem cerca de 10 anos, sugerindo que o consumo da fruta concede o tempo de vida dela, ou que se trata de licença poética, assim como as vidas estendidas de outros usuários de frutas.
Teorias sobre a Fruta de Lock:
1. Nidhog (Mitologia Nórdica): Um dragão/serpente que rói as raízes da Yggdrasil, desejando trazer o Ragnarok, o que se alinha com o desejo de Lock de destruir a sociedade.
2. Deus Sol (Celta/Egípcia): A conexão com o Sol aparece em murais antigos. O próprio Lock se autodenomina o “Deus Sol”. Isso pode indicar uma fruta ligada ao fogo ou chamas, como um dragão cuspindo fogo, ou uma quimera como o Grifo (metade águia, metade leão).
3. Toritonomi (Modelo Falcão): A fruta de Pell é uma das cinco únicas conhecidas. A silhueta de Lock não se assemelha a um falcão, mas a fruta do Falcão é sagrada em Elbaf, sendo um dos dois espíritos guardiões de Arabasta, ligados a Oros e Anubis (egípcios).
4. Quimera/Híbrido: A silhueta no mural pode ser um cão, um dragão ou uma ave, indicando uma fruta híbrida.
A maior possibilidade, devido à simbologia, é que a fruta seja uma mistura de elementos, talvez algo que permita quebrar a Red Line (a “serpente banhada em sangue” dos gigantes) e destruir o mundo, como sugerido pelo mural.
O Clímax Emocional: A Morte de Harold
A luta entre Lock e Harold atinge seu ápice. Em um momento de sanidade, após ser atingido por Haki do Rei, Harold agradece a Lock por vingar a morte dos gigantes. Em um diálogo doloroso, Lock se recusa a perdoá-lo por forçá-lo a matar o próprio pai, ao que Harold responde: “Eu também te amo”.
Lock, acompanhado por Hagnir (que agora carrega um raio com Haki do Rei), desfere o golpe final em Harold, despedaçando-o com um ataque poderoso de Haki do Conquistador misturado com relâmpago.
O futuro de Elbaf é incerto. É esperado que, ao retornar ao presente, Hairudin e os novos Piratas Gigantes Guerreiros percebam o quão equivocados estavam ao julgar Lock. A jornada de Lock agora é provar ao mundo que ele não é o príncipe amaldiçoado que todos viam.
Perguntas Frequentes
- Como os imortais podem ser feridos?
É necessário revestir os ataques com Haki do Rei, o que causa dor e retarda a recuperação deles momentaneamente. - O que é Hagnir, o companheiro de Lock?
Hagnir se transforma em um esquilo que lembra Ratatoskr da mitologia nórdica, conhecido por levar mensagens e espalhar discórdia. - Por que o formato da fruta de Lock não foi revelado?
Oda frequentemente esconde o formato de frutas de grande importância, como aconteceu com a Gomu Gomu no Mi (agora Hito Hito no Mi, Modelo: Nika). - É possível que a fruta de Lock tenha poderes de fogo?
Sim, há referências em murais que mencionam que todos deveriam temer um gigante com poderes de fogo, sugerindo uma conexão com o sol. - Qual a melhor forma de entender as referências mitológicas em Elbaf?
Oda utiliza fortemente a mitologia nórdica (Fenrir, Nidhog, Ratatoskr) e celta (divindade Cernunnos), misturando-as com elementos egípcios.






