Precisamos falar do live-action de One Piece: A segunda temporada chegou

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Primeiras Impressões da Segunda Temporada

Chegou o momento de falar sobre One Piece aqui. Após comentar sobre a primeira temporada do live action, era essencial começar a assistir a segunda e compartilhar minhas impressões, sendo 100% sincera e até um pouco emotiva sobre isso.

Para quem deseja meu desabafo sobre esta nova temporada e minhas primeiras impressões, saiba que não haverá spoilers completos da temporada. Farei apenas comentários pontuais sobre os episódios um e dois. Se houver apoio massivo nos comentários, pretendo trazer análises detalhadas por episódios (um a um ou de dois em dois), pois há muita coisa para comentar, o que seria difícil de condensar em uma única resenha final cheia de spoilers.

Deixe sua opinião sobre como gostaria que eu comentasse a nova temporada de One Piece.

Lançamento e Formato da Nova Temporada

A segunda temporada de One Piece Live Action chegou com oito episódios, cada um com cerca de uma hora de duração. Considero uma temporada longa para os padrões atuais de lançamentos de séries em plataformas de streaming. Os episódios foram lançados todos de uma vez no dia 10 de março, no formato Netflix. Pessoalmente, acho que este formato poderia ter sido diferente, especialmente para uma obra como One Piece, que já é um grande lançamento da plataforma, independentemente de ser um anime.

One Piece já possui uma base de fãs consolidada. Embora eu mesma tenha começado o anime e o mangá e parado, a primeira temporada me agradou bastante, mas eu já tinha conhecimento prévio da história. A segunda temporada começou para mim em um terreno quase totalmente novo, o que foi maravilhoso. Ir anotando e prestando atenção enquanto me sentia perdida aqui e ali, permitiu-me ter uma experiência em um terreno desconhecido. Isso gera apreensão, curiosidade e expectativa, algo que o fã de longa data, que acompanha há anos, já não tem.

Quando essa expectativa de novidade se perde, o espectador fã se volta para a comparação com a obra original. Isso pode, inclusive, aumentar a decepção. Eu não me enquadro nesse parâmetro, pois a maior parte da segunda temporada foi novidade para mim.

Impressões sobre os Dois Primeiros Episódios

Focando nos dois primeiros episódios, sem adentrar a história em si, mas sim nas impressões gerais, acredito que houve uma melhoria e adaptações notáveis. Vários novos personagens já aparecem logo no início, exigindo muito material de contextualização em cerca de duas horas, sem contar o restante da temporada. Isso os forçou a enxugar o roteiro para evitar enrolação, avançar o necessário e introduzir alguns personagens, deixando outros mais misteriosos, como a própria Robin.

Embora haja conceitos e situações jogados de forma intensa, que levei 20 ou 30 minutos para entender, isso faz parte. Considero um problema a tendência atual de muitas séries e lançamentos precisarem explicar demasiadamente, como se o espectador fosse incapaz de absorver informações (já que todos estão com o celular na mão o tempo todo). One Piece não segue essa prática, o que é excelente, pois exige concentração para captar os detalhes e não se sentir perdido ao final dos episódios. A história tem a liberdade de começar no ápice.

Início Dinâmico e Estética

O primeiro episódio começa com um ataque, mesmo que você não saiba quem são os vilões, se não tiver conhecimento prévio do mangá ou anime. Vemos personagens altamente caricatos (como é comum no universo do criador da obra), como Miss Valentine, atacando uma base da Marinha e aniquilando pessoas na Shell Town (cidade das conchas). Houve, com certeza, participação e direcionamento do próprio criador para que o design dos personagens fosse o mais fiel possível, mesmo sendo um live action.

Essa fidelidade de design foi mantida na segunda temporada, com a ajuda de efeitos visuais que só melhoraram.

Atuações e Linguagem Corporal

As atuações flutuam no limite entre o exagerado — na linguagem corporal e verbal — e o padrão de Hollywood. No anime, os exageros de atuação funcionam, mas podem parecer bizarros em um live action. No entanto, dentro do contexto de One Piece, funciona muito bem, seguindo a mesma fórmula da primeira temporada, mantendo a homogeneidade.

Com novos cenários e caracterizações, os efeitos visuais estão no mínimo iguais ou melhores que os da primeira temporada. O massacre inicial e a introdução de personagens misteriosos (que só são revelados no segundo episódio) mantêm o ritmo.

O bando do Chapéu de Palha também começa com gás total, sem precisar de longas recapitulações, diferentemente de outros grandes lançamentos da plataforma onde a temporada anterior terminou no ápice e a nova dedicou tempo para se acalmar e explicar tudo. One Piece não perdeu tempo, optando por compilar acontecimentos e até adiantar revelações que só surgiriam mais tarde no mangá. Isso é compreensível, pois o público da série precisa de informações um pouco mais completas e rápidas, diferente de quem acompanha semanalmente por mil capítulos.

Fidelidade e Adaptação do Tom

Para mim, que assisti quase do zero, ter algumas informações prévias (como segredos sobre Gold Roger e a relação com Luffy e Garp) foi ótimo. A série se dá ao luxo de adiantar o que for necessário, pois são apenas oito episódios, e o live action terá um longo hiato até a próxima temporada.

Sobre a história, os dois primeiros episódios foram tão envolventes que me emocionei. Na primeira temporada, tive que me esforçar para separar minha relação com o universo e assistir como um produto de live action, como faço com Desventuras em Série. Em One Piece, os vilões são extremamente caricatos e bizarros, com poderes que, às vezes, parecem cômicos, mas aceito isso como parte da narrativa.

Contudo, percebi que a segunda temporada adaptou o tom do Luffy, que eu achei cansativo na primeira temporada. Eu não sou fã do Luffy original (o que é polêmico, pois amo o bando), pois acho seu jeito excessivamente expansivo, barulhento e bobo, e teria pouca paciência com ele. Na segunda temporada, percebi que ele grita e ri menos, o que me agrada como experiência no live action. Essa mudança provavelmente foi feita para agradar mais aos fãs da obra original.

Logtown e a Jornada

O primeiro episódio se concentra em dar um gatilho inicial para o bando, ainda sem chegar à Grand Line. Eles param em Logtown, a maior base da Marinha em East Blue, onde surgem problemas.

Vemos o retorno de Buggy e Alvida, que agora possui uma Akuma no Mi de deslizar, cujo efeito visual em tela achei um pouco feio.

O festival em Logtown funcionou muito bem, criando a sensação de um porto vivo, celebrando o dia da execução de Gold Roger. A direção de arte foi eficiente ao mudar drasticamente as cores, passando do colorido do festival para o azul e preto sombrio da plataforma de execução, onde Luffy reflete sobre o início de seu sonho.

A trilha sonora também se destaca, sendo muito boa, com uma identidade própria para a série, mas mantendo a qualidade percebida no anime.

Desenvolvimento dos Personagens

O desenvolvimento dos personagens está ótimo. Nami aparece mais séria e focada em conseguir dinheiro para realizar seu sonho. O tema do sonho, despertado por Luffy, aparece com frequência e é crucial na obra.

Encontramos Tashigi, que lembra a amiga de infância de Zoro em Logtown. Ela é da Marinha, mas apaixonada por espadas. Zoro adquire uma das 50 espadas lendárias e a espada amaldiçoada, reforçando seu papel como o espadachim poderoso do grupo.

Sanji é o cozinheiro espontâneo, tentando conquistar Nami de forma menos exagerada nesta temporada. O Zoro aparece com um alívio cômico sutil, mas focado no suporte em batalhas.

Garp, Smoker e a Moralidade

A introdução de Garp e suas revelações sobre sua ligação com Luffy e Gold Roger são muito bem-vindas, assim como os segredos que ele guarda.

A inclusão de Smoker é interessante. Ele também comeu uma Akuma no Mi (a de fumaça). A batalha entre ele e Luffy funcionou muito bem em tela, tanto na direção de luta quanto nos efeitos visuais do corpo dele se desfazendo em fumaça. Smoker é retratado como grosseiro com Tashigi, dizendo para ela não seguir sonhos, mas no fim, ele demonstra um bom lado, como quando paga o sorvete derrubado de uma criança.

Isso me lembra a complexidade moral da obra: a Marinha idealiza Gold Roger como um cruel, enquanto Luffy o idealiza como alguém bom. Smoker se questiona se deve combater a pirataria simplesmente porque o protagonista é um pirata, considerando que há muitos piratas ruins por aí. A obra demonstra que as instituições (Marinha e Piratas) não são 100% corretas ou puras, sendo um universo plural.

O Arco da Labum

No segundo episódio, o bando chega às montanhas que levam à Grand Line. Eles precisam seguir um caminho perigoso, pois o caminho de águas calmas só é acessível com um navio específico, que a Marinha parece possuir. Nami traça um caminho perigoso, e o Going Merry acaba sendo engolido pela baleia Labum.

Confesso que chorei com a história de Labum. Quando descobrimos que a tripulação dela se sacrificou para salvá-la e nunca mais voltou, a baleia fica batendo a cabeça na muralha da Red Line na esperança de reencontrá-los. Luffy, paralelo a isso, acredita que sua tripulação retornará.

O sacrifício da antiga tripulação de Labum para protegê-la, e a dor dela em tentar atravessar a muralha, foi a parte mais emotiva que vi em One Piece em qualquer mídia até agora. A forma como foi contada foi bonita. Luffy a acalma cantando a música que ela ouvia com seus antigos companheiros e pede para ela deixar o bando sair de sua boca. Em gratidão, Labum ganha uma tatuagem do símbolo do Chapéu de Palha, e Luffy a aconselha a esperar por novas pessoas, pois “às vezes as pessoas se vão, e você é colocado em um lugar na vida que não imaginava, conhecendo outras pessoas”.

A série introduz vários mistérios, como o grupo Barok Works, o fato de o Zoro ter sido procurado por um Mr. Sev, e a aparição de Robin e Mr. 2, que estão infiltrados.

Também há menção ao Exército Revolucionário lutando contra o Governo Mundial e a situação da princesa de Alabasta à beira de uma guerra civil, o que gera muitas teorias.

Conclusão das Primeiras Impressões

A série está fazendo um trabalho excelente ao introduzir esses mistérios, o que dificulta parar de assistir. Pretendo continuar maratonando, mas farei os posts aos poucos. A inclusão de conceitos da Grand Line, como a bússola especial (Log Pose) que direciona para diferentes ilhas, reforça a dificuldade de quem está caçando o Luffy ou o One Piece de encontrá-los, já que o trajeto não é linear.

Gosto que a Nami já esteja traçando seu próprio mapeamento da área. Para quem gostou da primeira temporada, a segunda continua muito boa.

Perguntas Frequentes

  • O que esperar dos episódios 1 e 2 da segunda temporada?
    Espera-se um início acelerado, com introdução de novos personagens e cenários, como Logtown, e a história do Labum, focando na dinâmica do bando e nos primeiros desafios da Grand Line.
  • Como a atuação do Luffy mudou nesta temporada?
    A atuação do personagem principal parece ter se tornado menos expansiva e gritante, um tom que foi percebido como mais agradável em comparação com a primeira temporada.
  • É possível ter spoilers completos da temporada?
    Não haverá spoilers completos de toda a temporada no artigo principal, mas análises detalhadas por episódio serão consideradas se houver bom engajamento.
  • Qual a melhor forma de consumir o conteúdo da segunda temporada?
    Para quem está assistindo pela primeira vez, é recomendado prestar atenção aos detalhes, pois a série não explica tudo em excesso. Para quem deseja mais profundidade, análises por episódio podem ser úteis.
  • Por que a história da baleia Labum foi tão emocionante?
    A cena tocou profundamente devido ao tema do amor e da lealdade, mostrando o sofrimento da baleia em esperar por seu antigo bando que se sacrificou por ela, ecoando a crença de Luffy no reencontro de sua tripulação.