A História Oculta de Shanks: O Guardião do Caminho
Dizem que o mar pertence aos mais ambiciosos, mas esquecem de mencionar que alguém precisa impedir o mundo de ruir antes da chegada de uma nova era. No instante em que a Fura Escarlate desperta, novatos se calam, almirantes recuam e até os céus se dividem. Este homem não busca o trono, não corre atrás do tesouro, nem quer ser o escolhido.
Ele é o guardião do caminho, nascido entre deuses, criado por um rei e marcado pelo sangue de uma era que se recusa a morrer. Shanks, o ruivo, carrega uma vontade que não lhe pertence, mas que jurou proteger. Enquanto todos perguntam quem será o próximo Rei dos Piratas, a verdadeira questão sempre foi outra: Quem está segurando o mundo até que esse rei finalmente possa surgir? Esta é a história de Shanks, o ruivo.
As Origens Secretas e o Massacre do Vale de Deus
Antes de Shanks ser um Imperador, antes de dividir os céus com Barba Branca, e antes de parar uma guerra com uma única frase, existia uma verdade que ninguém ousava dizer em voz alta: Shanks não nasceu pirata, ele nasceu entre deuses e sangue.
Ele e seu irmão gêmeo, Shanrock, vieram ao mundo como filhos de Garlin Figarland, um cavaleiro de Deus, e de uma mulher não identificada do Vale de Deus. Os dois carregavam no cabelo ruivo um sinal quase poético, mas que naquele mundo representava sentença, marca e destino.
Um ano depois, Garlin retornou ao Vale de Deus e, ao ver a mãe dos gêmeos, fez o que os homens divinos daquele mundo fazem quando temem perder o controle: esfaqueou-a logo após conhecer os próprios filhos, sem cerimônia ou compaixão.
A mãe, morrendo, teve força para uma última decisão: pediu ajuda a um jovem fuzileiro naval chamado Monkey D. Dragon, implorando: “Salve os meus filhos”. Dragon localizou os bebês e fugiu com Shanks e Shanrock enquanto a mãe falecia. O mundo desabava ao redor, pois, naquele mesmo instante, o Vale de Deus virava palco de gigantes: o grande incidente que tremeu o mundo.
Piratas Rocks, Piratas Roger, Garp e seus marinheiros desembarcavam na ilha. Dragon aproveitou o caos não por oportunismo, mas por sobrevivência, e tentou sair dali salvando os gêmeos. Contudo, o Governo jamais perde o que considera propriedade. Uma cavaleira de Deus chamada Maffen foi enviada para recuperar as crianças. Ela capturou Dragon, que deixou os bebês caírem.
No instante em que os destinos se separaram, Maffen viu apenas Shanrock no chão. Dragon se recuperou e escapou com Shanks, que caiu de cabeça e ficou ferido. Mafia levou Shanrock de volta aos Nobres Mundiais.
Assim, a vida de Shanks começou com um trauma que ninguém viu e uma ausência que ninguém entendeu. Após acordar, Shanks e Dragon foram puxados magneticamente pelo poder da Jiki Jiki no Capitão John. Uma explosão separou os dois. O bebê, sozinho, ferido e com medo, rastejou até um baú de tesouro aberto, entrou e adormeceu, como se o mundo inteiro tivesse decidido guardá-lo ali.
Foi esse baú que, por ironia do destino, um membro dos Piratas Roger recolheu como saque e levou para o Oro Jackson. Quando o choro veio do peito, a tripulação abriu o baú e encontrou Shanks, o ruivo. Naquela noite, sem discursos ou promessas grandiosas, os Piratas Roger decidiram: “Nós vamos criá-lo como nós.” O destino separou um gêmeo para o céu dos nobres e empurrou o outro para o coração do navio do futuro Rei dos Piratas. E isso cobraria o preço.
A Vida com Roger e a Separação de Destinos
Shanks cresceu onde lendas eram rotinas. Não foi uma infância livre, pois os cavaleiros de Deus descobriram que Shanks existia e estava com Roger, iniciando uma perseguição silenciosa. Contudo, cada vez que tentavam resgatá-lo, eram detidos.
O detalhe mais perigoso dessa fase é o que se aprendeu no caminho: a tripulação de Roger não apenas protegia Shanks; eles aprenderam métodos para neutralizar a pseudoimortalidade dos Cavaleiros de Deus. Para manter um garoto vivo, Roger e seus homens tiveram que estudar como derrubar seres que teoricamente não deveriam cair.
Shanks, aos 9 anos (30 anos atrás), já era aprendiz no navio de Roger, ao lado de Bug, seu irmão adotivo. Eram dois garotos em um mar de monstros. A diferença é que Bug queria tesouros, Shanks queria sentido. Ele lia jornais e ficava incomodado por tudo girar em torno de Barba Branca, como se o mundo ignorasse o que estava se formando ali.
Neste tempo, Shanks já usava o icônico chapéu de palha, presente de Roger, um símbolo simples que se tornaria uma bomba histórica. Ele e Bug discutiam trivialidades e faziam planos futuros, como qual polo era mais frio, irritando Erle, o Rei das Trevas, mestre deles. Essa banalidade era um retrato: crianças tentando existir em um mundo que não as deixava.
Até que uma missão mudou tudo. A tripulação atacou um navio inimigo e recuperou a Bara Bara no Mi. Bug encontrou também o mapa do tesouro subaquático e decidiu não dividir com ninguém. Shanks insistiu: “Tesouro não é a única coisa que importa para um pirata.”
A festa veio, e a conversa entre os dois revelou ideais diferentes. Eles brincaram que se enfrentariam um dia, mas com gosto de profecia. Shanks então comentou que a fruta que Bug possuía valia 100 milhões de Berries. Bug mudou o plano na hora.
No dia seguinte, Bug comeu a fruta falsa para enganar a tripulação, escondendo a verdadeira. Shanks o encontrou, fez Bug esconder a fruta na boca e foi embora. Depois, voltou animado para contar o que Roger havia acabado de fazer. Bug se assustou e engoliu o fruto sem querer. Nesse caos, o mapa do tesouro voou para o mar. Bug pulou para buscá-lo, sem lembrar que agora não podia mais nadar. Shanks pulou também para salvar o amigo.
Este momento define Shanks: ele pode não concordar com você, mas não te abandona. Barba Branca notou essa dupla, lembrando-se daquele garoto de nariz grande sempre ao lado do ruivo.
Vieram outras batalhas, como o confronto com Shiki, o Rei Dourado, e a tempestade que virou a guerra de Edward Newgate com Dorry e Brogy. Depois, o choque colossal com os Piratas Barba Branca por três dias e três noites, que terminou não em massacre, mas em uma troca de presentes e festança entre companheiros piratas.
Nesta época, Shanks e Bug fofocavam sobre a insônia de Marshall D. Teach. O Barba Negra, ainda anônimo, já era observado.
Oden entra na história. Shanks desconfia do samurai, depois simpatiza, passando a considerá-lo parte da tripulação. Em Skypiea, eles visitam o sino dourado e deixam uma mensagem gravada para o futuro: “Eu vim até aqui e vou até o confim dos mundos.”
Wano, Tequila Wolf, Shabondy, Ilha dos Homens-Peixe. O ano em que Toki adoece e parte da comitiva fica para trás. Então chega o momento mais crucial:
- Depois de visitarem Zou, Bug adoece. Shanks decide ficar com ele e, por isso, não partiu na última jornada em direção a Laugh Tale.
- Quando Roger volta de Laugh Tale, Shanks pergunta algo ao seu capitão e então chora. Não sabemos o que foi perguntado, mas sabemos o efeito: Shanks entendeu que certas verdades não são para crianças, ou que certas heranças são pesadas demais.
- Ele ainda oferece ajuda a Oden para abrir o ano, mas é recusado.
- Roger dissolve a tripulação um ano antes de sua morte, partindo como se o mundo não pudesse ver até chegar o dia em Laugh Tale.
- Shanks assiste à execução de Roger e chora. Ele pensa em ir para Laugh Tale em seu próprio navio, mas desiste.
- Oferece um lugar na sua tripulação a Bug, que se recusa, e os dois seguem caminhos diferentes. A infância acabou.
Shanks nasceu em um baú, cresceu com Roger e ficou fora de Laugh Tale. O que ele ouviu daquele capitão no dia em que chorou é o tipo de verdade que muda uma vida inteira.
A Ascensão do Ruivo e o Sacrifício
Shanks construiu sua bandeira do zero. Vinte e dois anos antes da linha temporal atual, ele ouve falar de um atirador lendário e vai à Vila Syrup para recrutá-lo: Usopp, “The Chaser”. Depois, Ben Beckman, Lucky Roux, e o bando cresce até se tornar uma força imparável, a tripulação inexpugnável.
Dezenove anos atrás, Shanks resgata uma ilha de piratas rivais e encontra uma órfã de 2 anos dentro de um baú saqueado. Ele a adota e a chama de Uta. O padrão se repetia: Shanks encontra uma criança dentro de um baú, tal qual ele foi encontrado, como se o mundo jogasse vidas fora e ele fosse o único que se recusa a chamar isso de normal.
Em algum momento, Shanks reencontra Marshall D. Teach, dos Piratas Barba Branca, e acaba ganhando três cicatrizes no olho esquerdo. O recado era claro: Shanks viu algo que Barba Negra queria esconder do mundo e pagou caro por isso.
Ao mesmo tempo, Shanks tinha duelos lendários com Dracule Mihawk, a maior espadachim do mundo. Os duelos ecoavam pelos mares. Isso é importante: Shanks não era apenas carismático, ele era uma medida de força.
A virada mais perigosa veio depois. Quinze anos atrás, Shanks chega a Mary Joye para tratar sua condição de Nobre Mundial. Assim como o pai e o irmão, ele planeja se juntar aos Cavaleiros de Deus e rapidamente alcança o posto de Lâmina Devota por conta de sua linhagem.
Então ocorre o evento que revela quem Shanks realmente é: Fisher Tiger invade Mary Joye. Shanks o encontra e, apesar de tê-lo na mira, o ajuda secretamente, livrando suas mãos e revelando a localização do arsenal da Terra Santa. Isso não era um pirata rebelde; era um Figarland virando o rosto para o próprio Céu.
Logo após, os cavaleiros investigam o ajudante misterioso. Nesse meio tempo, o Rei Harold de Elbaf retorna a Mary Joye. Garlin apresenta Shanks a Harold, que comenta que Shanks o lembra de alguém. Shanks, porém, finge não o conhecer, finge preconceito, finge ser um Nobre Mundial comum, e insulta, dizendo que será um cavaleiro completo em breve. Então leva Shanrock para longe sob a desculpa de investigar quem era o traidor, só para poder conversar livremente.
Quando Shanks finalmente fala com Harold fora do olhar de Mary Joye, ele se revela o Capitão dos Piratas Ruivo. Os dois criam laços.
Catorze anos atrás, Shanks abandona Mary Joye sem avisar ninguém, pouco antes da missão final para virar um cavaleiro pleno. Ele renuncia à família e ao direito ao topo, e volta ao mundo inferior, mas ainda marcado com o selo de Imusama.
Antes de avisar Harold para não aceitar a provocação de Cavaleiro de Deus, Shanks desvia o caminho para encontrar um homem do passado: Scopper Gaban. Ele toma banho e conversa com Gaban sobre o filho de Roger, ficando radiante ao saber que teve um irmãozinho mais novo em algum lugar, e acredita que esse garoto possa ser o próximo Rei dos Piratas.
Mas o assunto muda para Harold. Shanks revela que aceitar o Pacto das Profundezas colocaria o Rei de Elbaf sob o controle direto do Governo, que o exploraria. O aviso chega tarde: Harold já assinou o contrato. No Castelo de Aurot, o pior acontece. Imusama impõe sua vontade, ordenando que Harold subjugue Elbaf com o exército de escravos.
Shanks e Gaban sentem o Haki e correm para lá. Chegam a tempo de impedir momentaneamente Harold de perseguir Locke, permitindo que o príncipe amaldiçoado escape e encontre a fruta sagrada de Elbaf. Shanks tenta persuadir Harold, mas Harold se gaba de seu novo poder dominado. Então começa uma luta impossível.
Shanks e Gaban usam o Haki do Rei Supremo para enfraquecer Harold. Gaban revela que sabe sobre a imortalidade, pois os Cavaleiros de Deus já tentaram sequestrar Shanks no passado, e ele lutou para protegê-lo.
A luta piora quando Harold usa seu próprio Haki do Rei, e por um momento parece que nada vai parar aquele rei. Até que Locke consome a Akuma no Mi lendária e se equipa com seu guardião, Hagnir, derrotando o próprio pai e restaurando sua mente por tempo suficiente para suas palavras finais. E então, Locke explode o corpo de Harold em pedaços. Harold morre, Locke foge de Elbaf. Shanks fica com mais uma cicatriz invisível: a dor de tentar salvar alguém e assistir o destino esmagar tudo.
Shanks teve os céus nas mãos e largou. Tentou impedir um rei, um amigo, e falhou. E quando o mundo cobra esse tipo de escolha, ele não cobra em moedas, cobra em sangue.
O Encontro com Luffy e o Juramento
Treze anos atrás, Shanks rouba a Gomu Gomu no Mi, um navio do Governo Mundial guardado por Huzu, agente da CP9. No mesmo ano, ele leva para a Vila Foosha e conhece um garoto chamado Monkey D. Luffy. A ideia principal é que Shanks procurava talvez seu irmãozinho, filho do Rei dos Piratas, Gold Roger.
Shanks gosta da atmosfera da Vila Foosha, e o que seria um período curto vira um ano inteiro. Luffy se apega à tripulação e implora para entrar. Shanks recusa, dizendo: “Ele é jovem demais.”
Então, Luffy tenta provar sua coragem esfaqueando-se abaixo do olho esquerdo. A festa no bar para. Shanks repreende e nega de novo o pedido de entrada. Diz que sairão após mais duas ou três viagens, e Luffy pensa: “Tenho tempo para aprender a nadar.”
Então, entram bandidos da montanha de Higuma, exigindo saquê. Shanks entrega sua última garrafa, mas o bandido quebra a garrafa em sua cabeça, joga restos de comida e o chama de covarde por não revidar. Shanks apenas limpa a bagunça e cai na gargalhada com sua tripulação.
Aqui está a primeira grande lição narrativa de Shanks para o mundo: ele não reage ao insulto porque sabe escolher suas guerras. Luffy fica desiludido e foge. Shanks descobre que Luffy acabou consumindo a Gomu Gomu no Mi ao puxar seu braço, repreendendo-o que ele nunca mais poderá nadar.
Dias depois, Shanks parte em jornada, e Luffy acaba se encontrando com Higuma, tentando cobrar o que o bandido fez ao ruivo, mas acaba refém dos bandidos da montanha. É nesse momento que Shanks retorna para impedir o sequestro do seu pequeno amigo.
Higuma aponta a arma para a cabeça de Shanks, e o Ruivo diz para não apontar uma arma para assustar alguém. Lucky Roux atira, trazendo à tona a primeira morte vista na série. Shanks afirma que eles são piratas e que jamais perdoaria alguém por ferir seu amigo.
Uma luta acontece. Higuma foge, Luffy é jogado no mar e um Rei dos Mares surge. Porém, Shanks chega e, com um simples olhar, afasta o monstro, mas perde o braço esquerdo no processo — o mesmo que um dia foi marcado por Imusama.
Luffy chora, e Shanks diz: “É só um braço.” Na despedida, Luffy promete que será o Rei dos Piratas e que superará a tripulação de Shanks. O ruivo sorri e lhe entrega seu maior tesouro, o chapéu de palha, dizendo: “Devolva quando você se tornar um grande pirata.”
Beckman diz que Luffy ficará famoso. Shanks concorda. O garoto o lembra dele quando jovem, e assim o chapéu deixa de ser um objeto; vira um contrato com o futuro. Shanks não perdeu o braço para salvar Luffy; ele perdeu um braço para salvar uma era inteira. O chapéu não é uma lembrança, é uma promessa. E naquele dia, não foi apenas a fruta da borracha que foi consumida por um jovem; foi a Fruta do Deus Sol que escolheu seu novo hospedeiro.
Shanks, o Imperador
Shanks volta à Grand Line, vai a Shabondy e reencontra Rayleigh, seu antigo mestre. Está sem o chapéu e sem o braço. Rayleigh pergunta o porquê, e Shanks fala animado sobre um garoto do West Blue que dizia as mesmas palavras que Roger no Novo Mundo.
Mihawk tenta lidar com ele por conta do braço perdido, mas mantém uma relação amigável. Shanks também conta sobre Luffy.
Seis anos após deixar a Vila Foosha, Shanks derrota e captura Locke, príncipe gigante desonrado de Elbaf, e o devolve ao seu país para ser preso. No mesmo ano, ele é reconhecido como um dos Quatro Imperadores.
Shanks encontra Ace cerca de quatro anos atrás, que agradece por salvar seu irmãozinho, sem saber que ali diante dele estava também seu irmão mais novo, o filho de Roger, que ele tanto procurou por anos. Uma conversa amigável acontece, e Ace pergunta sobre a cicatriz. Shanks desconversa, não revelando nada sobre Teach.
Beckman nota que o Haki de Ace está derretendo a neve e faz uma observação interessante: Ace não nasceu para ser pirata; ele tinha um espírito muito mais revolucionário.
Cerca de dois anos atrás, Benn Beckman encontra Shanks com uma notícia: Luffy partiu para o mar e agora tem uma recompensa de 30 milhões. Shanks fica radiante, e outra festa começa. Contudo, Shanks também é alerta. Preocupado com Teach perseguindo Barba Branca, Shanks contata Barba Branca. O Governo se alarma, pois dois Imperadores conversando é algo proibido.
Barba Branca rasga a carta que Rockstar trouxe e exige que Shanks venha pessoalmente, e que também traga Squard. Shanks vai, sobe no Moby Dick, usa o Haki do Rei e derruba diversos piratas de patentes baixas, mas pede desculpas, dizendo que é apenas cautela, e traz a água curativa que Barba Branca havia pedido.
Marco se irrita. Shanks convida Marco para entrar em sua tripulação, mas Marco recusa com raiva. Barba Branca relembra que Shanks era um aprendiz de Roger e pergunta sobre Bug, sobre os duelos de Mihawk, e como ele perdeu o braço. Shanks responde a frase que define tudo: “Apostei na nova era.”
Ele revela que a cicatriz que dói não é a do seu braço, mas a que Teach fez. Shanks descreve como Barba Negra evitou notoriedade e avisa que ele irá atrás da posição de Barba Branca. Pede para que Teach detenha, mas Barba Branca recusa, e os dois sacam suas armas. Os céus se dividem.
Depois, quando Barba Branca vai a Marineford para salvá-Ace, Kaido tenta atacar, e Shanks intercepta Kaido. O confronto termina em empate. Então vem Marineford, e Barba Branca e Ace morrem.
Shanks chega a tempo de salvar Koby de Akainu e declara: “Estou aqui para pôr fim a esta guerra.” Ninguém sabe como Shanks chegou tão rápido após lutar com Kaido no dia anterior, mas sua presença basta. Ele chama Bug, manda entregar o chapéu para Luffy e mente, oferecendo o mapa do tesouro. Tudo para fazer seu velho amigo concordar com ele mais uma vez.
Lucky Roux pergunta se ele não quer ver Luffy depois de 10 anos, e Shanks admite que gostaria, mas diz que isso quebraria a promessa. Quando alguém tenta continuar a guerra, Shanks oferece o próprio sangue como barreira e diz que lutará com qualquer um que deseje continuar.
Barba Negra, que naquele momento havia roubado a fruta de Barba Branca, recua. Ainda não era a hora de enfrentar o ruivo.
Shanks pede enterros dignos para Barba Branca e Ace, e Sengoku aceita, assumindo a responsabilidade. Shanks agradece. Após o funeral, Marco agradece a Shanks, e o ruivo reflete: “Para se tornar um homem de verdade é preciso conhecer vitórias e derrotas.”
Dois anos depois, ele lê sobre Luffy, as recompensas pós-Dressrosa, e as façanhas em Whole Cake Island, sentindo saudade do garoto que carregava seu velho chapéu de palha.
Um ano depois, uma semana após Luffy derrotar Kaido, Shanks chega perto da costa, recorda do passado de Wano, e sua tripulação quer encontrar Luffy, mas Shanks recusa. Bartholomew está queimando suas bandeiras; se ele deixar passar, isto pode prejudicar a reputação como Imperador.
Ele toma saquê e diz a Ben Beckman em tom sério: “Está na hora de agirmos. Vamos reivindicar o País.” Porém, essa frase vem após ele ver o cartaz de procurado de Luffy com a foto de Nika, o Deus Sol.
E quando Ryokugyu, o Almirante Touro Verde, ameaça Wano, Shanks envia um Haki do Rei tão pesado que faz o almirante recuar. Shanks pergunta se a nova era o assustava tanto assim. Shanks não domina territórios com exércitos; ele domina com presença. Quando ele decide falar, vemos que até almirantes recuam.
A Marcha Final
Na fase final, após deixar Wano, Shanks encontra Marco e lhe dá uma coroa até a Ilha Sphinx, brincando e convidando novamente para entrar na tripulação. Marco dessa vez ri, mas diz que está velho demais.
Shanks pede apoio a Ben Beckman, mas Beckman nega. A tripulação gargalha. O detalhe aqui é importante: mesmo no auge, Shanks mantém a leveza, porque sabe que o peso verdadeiro vem depois.
Shanks vai novamente a Elbaf para conversar com velhos amigos e contar a Gaban sobre Luffy. Encontra Dorry e Brogy numa taverna e tem uma conversa com o próprio Locke. Ele conhece o jovem gigante Cron e diz que ele lembra bastante o próprio Luffy.
Então vem o alerta: os Piratas Kid se aproximam da costa de Elbaf. Shanks manda Rockstar enviar uma mensagem de “lute ou fuja”. Ele reúne todos os seus aliados, incluindo os Piratas Gigantes Guerreiros, e reforça para sua tripulação não subestimar Kid, comentando sua recompensa e origem. Ele era um super novato, um perigo que derrotou Kaido.
Shanks pergunta a Honggō onde estava Barba Negra naquele momento. Só que nesse ponto, ele sente o perigo. Ele vê o futuro usando seu Haki: Kid está prestes a lançar um ataque letal contra os navios subordinados de Shanks antes mesmo que a mensagem chegue a ele, o que atingiria também cidadãos de Elbaf.
Shanks fica furioso, não com Kid querendo lutar, mas com a ignorância do impacto que seu golpe causaria. E então Shanks decide. Ele pousa na frente de Eustass Kid em uma simples fração de segundo e ataca com o Kamusari, uma herança deixada pelo Rei dos Piratas.
Antes que o golpe devastador seja lançado, Killer cai, Kid cai e o navio dos Piratas Kid é obliterado. Shanks pega as cópias dos Road Poneglyphs e Dorry e Brogy destroem o Victoria Punk.
Depois, Shanks ouve a transmissão mundial de Vegapunk e bebe muito. E então ocorre um episódio do Clube Barto. Shanks acaba indo até a Ilha Gartel, território seu, porque Bartholomew estava queimando suas bandeiras, e Bartholomew é subjugado.
Shanks diz que precisa puni-lo e oferece um acordo: matar Luffy com veneno dentro de um mês. Bartholomew recusa e bebe o veneno ele mesmo, dizendo que a lealdade a Luffy vale mais que uma vida. O veneno era falso. Shanks se impressiona e permite que partam, mas não deixa barato: A SOP atira no navio e o explode, como lição: “Não queime a bandeira dos Piratas Ruivos.”
Isso encerra um recado cruel e perfeito. Shanks entende lealdade, mas entende também o preço de desafiar um Imperador.
Shanks agora parte em direção ao tesouro One Piece. Ele tem seu próprio desejo de uma era, herança vinda do seu tempo com os Piratas Roger. Ele é a criança destinada, metade Nobre Mundial, metade pirata, com linhagens que remetem ao Século Perdido. Ele nasceu com sangue de um Cavaleiro de Deus e foi salvo por um fuzileiro naval. Foi separado de seu irmão gêmeo e criado pelo Rei dos Piratas. Cresceu sem ir a Laugh Tale, mas carregando o peso de uma resposta que o fez chorar e uma promessa que o promete levá-lo lá um dia.
Construiu sua tripulação, ganhou cicatrizes de Barba Negra, duelou com Mihawk, virou um Imperador, pisou em Mary Joye e virou as costas para o Céu. Tentou salvar Harold e viu o mundo destruir um rei por dentro. Roubou a Gomu Gomu, encontrou Luffy e entregou o chapéu na esperança de uma promessa ser cumprida um dia.
Quando a era sangrou em Marineford com a queda de Barba Branca, Shanks apareceu e disse apenas uma frase. Ele não tomou o palco; ele fechou a cortina. Porque Shanks não é o protagonista da história, mas é o homem que impede a história de quebrar antes do seu final.
E agora, quando ele diz: “Está na hora de reivindicar o mundo”, entende-se o que isto significa. Significa que o guardião saiu das sombras, que a aposta está madura, que a nova era não é mais promessa, é marcha. E quando Shanks decide se mover, o mundo inteiro aprende a temer o som de um passo, porque ele não herdou o tesouro de Roger; herdou a responsabilidade. Não carrega um sonho para realizá-lo, mas para protegê-lo. Um guardião silencioso, escolhido não para chegar ao fim, mas para garantir que o herdeiro certo consiga chegar. Esse é Shanks, o ruivo.
Perguntas Frequentes
- Como Shanks perdeu o braço esquerdo?
Shanks perdeu o braço esquerdo ao salvar Luffy de um Rei dos Mares durante um resgate na Vila Foosha. - O que Shanks fazia antes de se tornar um Imperador?
Shanks era um aprendiz no navio de Gol D. Roger e foi criado pela tripulação após ser encontrado órfão no Vale de Deus. - Qual a relação de Shanks com o Governo Mundial?
Shanks é filho de um Cavaleiro de Deus (Garlin Figarland) e, em determinado momento, chegou a estar em Mary Joye como Nobre Mundial e Lâmina Devota, mas renunciou a essa posição. - Por que Shanks não foi a Laugh Tale com Roger?
Shanks ficou para trás para cuidar de Bug, que havia comido a Akuma no Mi, e posteriormente não partiu na última viagem de Roger. - Qual a importância do chapéu de palha na história de Shanks?
O chapéu foi um presente de Gol D. Roger para Shanks, e Shanks o entregou a Luffy como um contrato com o futuro, prometendo que Luffy o devolveria quando se tornasse um grande pirata.






