As Revelações de Jujutsu Kaisen: A Fusão dos Shimurianos e o Plano de Harmonia
Finalmente, o propósito real dos Shimurianos na Terra foi revelado: iniciar uma harmonização que possa extinguir completamente os espíritos amaldiçoados. Para alcançar esse objetivo, duas coisas essenciais são necessárias: o espírito maligno nascido da maldade humana, **Marito**, **Riugi** e **Tadori**, o deus demônio que ruge com um poder nunca antes visto. Este capítulo em texto é considerado um dos melhores já escritos sobre a obra.
Vamos mergulhar nas complexidades e revelações trazidas por este momento crucial da narrativa.
Flashbacks Emocionais e a Humanização de Maki
No capítulo anterior, testemunhamos Yuji demonstrando um nível de poder talvez inédito, especialmente ao utilizar um ataque nuclear no desmantelamento. Além disso, as lutas de Yuka e, notavelmente, Tsurug, que despertou todo o seu potencial da restrição celestial, mantêm a ação em alta.
O foco então se volta para as memórias, começando pelo arrependimento de Maki. Um *flashback* da infância de Tsurug revela um momento tocante enquanto ele treinava com sua avó, Maki. O rosto dela aparece obscurecido por galhos, simbolizando que ela faleceu há muito tempo.
Neste diálogo profundo, Maki revela a Tsurug a semelhança entre eles por possuírem a restrição celestial, explicando que ambos foram adotados fisicamente e ganham força ao perderem alguém, mas apenas devido a essa restrição. Em seguida, Maki compartilha com Tsurug como foi a perda de sua irmã, Mai, e como ela nunca superou esse evento.
Este toque dado a Maki é admirável, pois, no clássico, ela era vista sempre em modo de combate, pronta para lutas intensas, semelhante à versão anterior de Toji. Agora, como uma senhora, ela teve tempo para processar o luto.
Durante este *flashback* extremamente emocional, o autor insere vários elementos visuais simbólicos, como pássaros espalhados pelas cenas, reforçando a mensagem central. Um símbolo notável é o de um pássaro segurando um junco no bico, incapaz de voar e permanecendo sobre a água. Ao perder o junco, Mai, o pássaro ganha força e liberdade. Vemos que, mesmo após 68 anos, Maki luta diariamente com a lamentação da perda de sua outra metade, sonhando com um futuro onde pudesse ter a irmã ao seu lado. Ela carrega inúmeros arrependimentos, inclusive por ter investido em um futuro para Mai que a levou ao abuso no clã Zenin. Ela não passa um dia sem se perguntar como as coisas poderiam ter sido diferentes e chora ao pensar nisso. Tsurug pede para que ela não chore, mas é compreensível a dificuldade.
Essa humanização concedida a Maki é brilhante, mostrando o autor no auge de sua escrita.
O Eco do Passado no Presente
Quando voltamos ao presente, o pedido de Tsurug para Maki não chorar se repete com as mesmas palavras para Maru. A empatia de Tsurug sempre permitiu que ele visse a dor carregada no rosto de Maru, que está em choque. Tsurug foi ferido fatalmente, e Maru questiona por que Tsurug não o matou quando teve a chance.
Tsurug abraça seu rival, morrendo lentamente, possivelmente refletindo sobre os arrependimentos que sua avó Maki carregou a vida inteira. Ele não abraçou a restrição celestial que vem com a perda de alguém. Tsurug diz que queria fazer as coisas de maneira diferente, transformando o confronto em algo além de um duelo de guerreiros. Ele não queria um futuro onde ele fosse o vencedor, porque um futuro onde Tsurug é forte significa que Iuka morre.
Que momento devastador e emocional! O conflito central neste ponto da narrativa é claro: é uma guerra para ver quem sobrevive, alinhando-se com o que foi dito por Marito no Incidente de Shibuya. É um ciclo sem fim onde feiticeiros precisam matar maldições para que uma espécie sobreviva e a outra morra.
Sulu desaba, alegando não ter a resposta que Maru busca, já que ele é apenas um jovem de 17 anos. Há uma expectativa de que Yuka tenha sobrevivido, mas, sendo *Jujutsu Kaisen*, nunca se sabe ao certo.
A Batalha de Mahoraga e a Expansão de Domínio Shimuriana
Na sequência, temos uma cena de Yuka sorrindo enquanto desaparece lentamente. Isso pode indicar que ela entendeu que Tsurug não seguiu o caminho da “máquina” e talvez tenha usado parte de sua existência atual para estancar o sangramento de Tsurug, como uma despedida. Seria uma reviravolta incrível se ela interviesse para salvá-lo, afinal, Tsurug é neto de seu amado.
Enquanto isso, Maru, em prantos, observa que, enquanto o Japão possui guerreiros reais lutando contra maldições, os Shimurianos só querem um lugar para existir.
A cena muda para a nave-mãe, Naunax, revelando dentro dela **Kanan**, a divindade animal dos Shimurianos. Ele lembra um Kirin e possui um terceiro olho.
Antes de detalharmos Kanan, vamos ao pico de *power-up* do capítulo: a primeira expansão de domínio Shimuriana, **Dabura**. Ela reverte a luz em escuridão nos destroços flutuantes, enquanto Mahoraga se adapta não apenas à energia de Dabura, mas à própria existência do Dabura.
Dabura faz um selo e cria essa expansão de domínio, a primeira feita por um Shimuriano. O nome significa algo como “travessia entre a luz e a sombra”, o “mundo invisível”, vida e morte, trazendo destruição e desespero. Esta expansão parece ser uma dimensão 4D, incompreensível para a mente humana, e pode ser uma das mais poderosas da série, dado que ele está incorporando conceitos cósmicos e acelerando a revisão do sistema de energia de *Jujutsu Kaisen*.
Mahoraga está se adaptando à aura que Dabura cultiva. A roda do general Mahoraga aparece como uma hélice, algo nunca visto antes. Ele está se adaptando ao conceito de energia positiva que Dabura usa para se curar.
A Revelação da Harmonia
Dentro da nave, Maru leva Yuji a uma dimensão extrema onde está Kanan, o mais velho e reverenciado entre os Shimurianos. Maru usou sua técnica para determinar que Yuji era adequado para o encontro.
A habilidade de Maru é criar harmonia entre as coisas. Ele planeja usar a energia amaldiçoada do anel de Uta (uma energia incrível que está com Rica) e os blocos que compõem a nave Naunax para combiná-los em algo novo. Ele quer iniciar uma harmonia entre Shimurianos e humanos, uma versão da fusão de Kenjaku, mas que crie harmonia, usando Yuji como catalisador e testemunha da Terra.
Yuji pergunta: “O que é essa harmonia?” Maru revela que quer criar um mundo onde espíritos amaldiçoados não possam mais nascer. Isso faz os olhos de Yuji brilharem. Yuji se lembra então das anotações de Yuki Tsukumo, guardadas por Choso, que ensinam a técnica de troca de corpo. Yuki fez um estudo profundo sobre almas, que pode estar diretamente ligado à origem da energia amaldiçoada e à geração de espíritos.
Maru afirma que Yuji está fortemente conectado a alguém. Então, ocorre a maior revelação: Maru leva Yuji à “Encruzilhada das Almas” para ver alguém, e vemos um rosto muito conhecido: **Marito**. Eles conseguiram acessar a encruzilhada.
Marito esperou 68 anos para recomeçar, mas fica chocado ao ver Yuji vivo, pois ele esperava que Yuji morresse para poder reencarnar. A expressão de Marito muda drasticamente, indicando que ele se deu conta de que estava em apuros.
É intencional que Marito seja o único grande vilão que morreu como um covarde, enquanto Sukuna morreu reconhecendo o valor de Yuji, e os outros grandes males enfrentaram suas mortes bravamente.
O plano de Maru é se livrar dos espíritos amaldiçoados harmonizando humanos e Shimurianos através de sua técnica, utilizando o anel de Uta como fonte de energia. Os alvos para o ritual são Yuji e Marito. Para harmonizar maldições e humanos, os dois extremos precisam estar em sintonia: Marito representa a maldição mais pura da humanidade, enquanto Yuji representa a vontade humana de nunca desistir.
Este capítulo parece ser mais um epílogo do que um final definitivo para a série principal, sugerindo que projetos futuros ou histórias paralelas podem surgir a partir deste ponto, explorando como Yuji espalhará essa harmonia pela humanidade.
Perguntas Frequentes
- O que os Shimurianos buscam com a fusão?
Eles buscam iniciar uma harmonização entre humanos e Shimurianos para extinguir completamente o nascimento de espíritos amaldiçoados. - Qual a importância do flashback de Maki?
O flashback humaniza Maki, mostrando seu luto pela perda de Mai e como isso se conecta ao tema central da restrição celestial e o preço da força. - Como funciona a expansão de domínio de Dabura?
A expansão, chamada Dabura, reverte a luz em escuridão, cria um ambiente de destruição e desespero, e é considerada uma dimensão 4D, ligada a conceitos cósmicos. - Por que Yuji e Marito são cruciais para o ritual de Maru?
Maru precisa harmonizar os dois extremos: Marito representa a maldição pura, e Yuji, a vontade humana de nunca desistir, sendo necessários para harmonizar a existência de maldições e humanos.






