Dandadan Voltou Absurdo e Bizarro Demais

dandadan voltou absurdo e bizarro demais

Dandadan Retorna: Análise do Primeiro Episódio da Segunda Temporada

O aguardado anime que gerou muitas conversas, um dos mais queridos dos últimos tempos e também um dos mais polêmicos, retornou. *Dandadan* estreou o primeiro episódio de sua segunda temporada, e ele já deu muito o que comentar. Vale lembrar que o final da primeira temporada já havia sido controverso por outros motivos, somado ao seu humor diferenciado e cenas mais apelativas, como era de costume.

O início desta nova fase marca o começo de um novo arco narrativo. Diferente do que se esperava, o final anterior não foi um ápice ou uma conclusão satisfatória com todas as pontas resolvidas e uma luz no fim do túnel. Pelo contrário, *Dandadan* terminou de forma tão brusca e inesperada quanto começou. E assim, de maneira abrupta, a segunda temporada teve seu início.

Neste artigo, faremos um comentário sobre este primeiro episódio, que pode dar lugar a análises semanais, caso haja interesse em continuar acompanhando os lançamentos de *Dandadan* semanalmente.

Abertura e Encerramento

Começando pelos aspectos mais externos ao enredo, a abertura e o encerramento merecem atenção. A abertura da primeira temporada foi um verdadeiro *hit*, uma música “chiclete” que grudou na cabeça das pessoas e, se não falha a memória, chegou a ser premiada. É uma música que conquistou os corações dos fãs.

Em relação à nova abertura, a primeira impressão é que ela é **OK**. A estética e a montagem das imagens são executadas muito bem, mas a música em si não parece ser tão cativante ou “chiclete” a ponto de viralizar nas redes sociais como a anterior.

Retomada Caótica

O primeiro episódio recomeça exatamente no ponto caótico em que a temporada anterior terminou. Vemos Momô em uma fonte termal, vestida apenas com uma toalha. Contudo, ela não está sozinha, pois chegam os “caras esquisitíssimos” na cidade onde ela se encontra.

É importante relembrar que, recentemente, Momô havia recebido a visita de seu amigo de infância, Didi. Ele chegou com uma história complicada: seus pais adoeceram de repente e a casa parecia ter algo estranho. Vários médiuns foram investigar o local, mas todos acabaram tirando a própria vida após entrarem na casa. Didi, desesperado, precisava da ajuda de uma médium.

Como a avó de Momô tinha uma jurisdição de atuação que não a permitia resolver o caso diretamente, coube a Momô, Okarum e Didi investigar.

A cidade parecia suspeita, com pessoas estranhas observando pelas portas, mas a casa em si, a princípio, parecia normal. Momô, não sentindo nada de diferente, foi relaxar nas águas termais. Foi nesse momento que os homens esquisitos surgiram, e ela, ainda de toalha, se viu em uma posição de extrema vulnerabilidade.

A Família Kito e a Tsutinoko

É notável que a família Kito, que aparece neste episódio, possui uma **pele levemente esverdeada**, não parecendo exatamente humana. Descobrimos que ao longo de 200 anos, esta família vem sacrificando pessoas para uma entidade local, uma criatura que eles acreditam ser divina. Se é realmente divina ou não, será tema para os próximos episódios, mas no fim das contas, é uma grande criatura que surge logo neste primeiro capítulo.

A cena do ataque, que já havia começado no final da primeira temporada, é angustiante. Vemos Momô na água, defendendo-se dos homens que tentam tocá-la. Apesar da carga de humor que *Dandadan* carrega, esta cena transcende o apelo fácil e caminha para o **grotesco**, gerando uma grande angústia ao assistir à tentativa de fuga de Momô.

Logo no início, há uma mescla de telas em preto e *closes*, sugerindo que, no desespero, Momô pode ter usado seu poder, descolando uma parte da estrutura termal, o que resultou na explosão da água e na fuga dos agressores. A estrutura começou a desabar em cima deles. Fato é que ela consegue escapar, pois em seguida chega a associação de moradores.

A diferença é marcante: os membros da associação estão vestidos normalmente e possuem a coloração da pele humana, ao contrário dos membros da família Kito, que mantêm o tom esverdeado, como se fossem seres não-humanos ou mortos-vivos.

Antes de sair do local, descobrimos que a velha Turbo se escondeu na mochila de Momô, pois não queria perder a oportunidade de aproveitar as águas termais. Usando a persona de um gato da sorte japonês, ela acaba sendo uma inclusão cômica e até fofa, o que contrasta com suas aparições iniciais. Ela se torna útil ao trazer informações importantes ao grupo, motivada por interesse próprio.

Como um espírito, a velha Turbo possui uma percepção mais aguçada que a de Momô. Enquanto Momô não sentiu nada na casa de Didi, a velha Turbo notou que o lugar estava “pesadíssimo”.

A lenda da cidade envolve uma criatura chamada **Tsutinoko**, um *yokai* lendário japonês, uma espécie de enorme cobra. Há um templo que a cultua. O zelador do templo, no entanto, está tentando fazer uma parada de mão para ser um *youtuber*. Dizem que cultuar a carcaça da criatura traz proteção contra erupções vulcânicas, já que a ilha é uma área de vulcão ativo.

Entretanto, o que a família Kito fazia não era apenas cultuar a carcaça; eles realizavam sacrifícios mais escusos e perigosos há 200 anos.

O Sacrifício e a Revelação

Quando Momô retorna à casa de Didi, ela não sabe que a situação está complicada. Enquanto os homens bizarros a perseguiam nas termas, as senhoras bizarras (da família Kito) chegaram à casa de Didi, questionando-o sobre a presença de Momô. Fica claro que a família Kito está controlando a vida de Didi, perguntando para onde ele vai e quem ele traz.

Essas velhas são muito sutis no início, desfrutando de doces, mas o tom da conversa se torna perigoso. Os traços caricatos dos vilões, que são cômicos e assustadores, se acentuam conforme elas revelam suas intenções malignas.

Descobre-se que existe uma armação: Okarum consegue provar sua amizade com Didi, mencionando seu time de beisebol favorito, cujo pôster estava na parede. No entanto, não é suficiente, e fica claro que Didi e Okarum fazem parte de um esquema. O esquema envolve o sacrifício de **três pessoas**.

A questão do adoecimento dos pais de Didi não é bem explicada, pois *Dandadan* lida com seres extraterrestres e *yokais*. No entanto, a família Kito é vista e conhecida pela associação de moradores, parecendo ser composta por criaturas com peles esverdeadas que sacrificam pessoas há 200 anos para a “super cobra gigante” (*Tsutinoko*), a fim de manter o vulcão inativo.

Ao chegar ao local do sacrifício (o buraco que já haviam encontrado no final da primeira temporada), Momô vê que aquilo é uma **areia movediça** e é sugada para o local de sacrifício. A casa é o palco de sacrifícios há 200 anos.

Lá embaixo, Momô descobre que a criatura é um **verme gigante da Mongólia**, algo biológico, e não uma divindade ou um ser extraterrestre.

Quando os três (Didi, Momô e Okarum) se escondem em uma casa, Didi percebe, sob uma luz dourada, que Momô e Okarum estão se contorcendo, como se estivessem sofrendo com algo invisível que lhes causa desespero. Okarum começa a se transformar com um olhar caótico, parecendo um ataque contra Didi, e o episódio termina sem esclarecimentos sobre o que está acontecendo.

Considerações Finais

O primeiro episódio não foi tão memorável em termos de cenas de ação ou montagem quanto os primeiros capítulos da primeira temporada. Houve reclamações de que o lançamento antecipado dos primeiros três episódios no cinema pode ter corrido a produção, o que é sugerido pela longa lista de animadores que trabalharam neste capítulo.

No entanto, como resultado geral, o episódio foi satisfatório e manteve o clima esperado de *Dandadan*. O final deixou uma vontade clara de continuar assistindo, indicando que a série prometeu e entregou um bom começo para o novo arco. A única ressalva é que estamos no meio de um arco, exigindo que o público se lembre do que aconteceu na temporada anterior. A história mal começou, mas não é excessivamente complicada de acompanhar.

Perguntas Frequentes

  • Como a velha Turbo consegue se locomover?
    Ela é um espírito e consegue se esconder na mochila de Momô, aparecendo na forma de um gatinho da sorte japonês.
  • O que é a criatura que a família Kito cultua?
    É um verme gigante da Mongólia, uma criatura biológica milenar, e não uma entidade divina.
  • Por que os médiuns que investigaram a casa de Didi morreram?
    Eles tiraram a própria vida logo após entrarem na casa, o que sugere que a casa está associada ao local de sacrifício ou à criatura.
  • Qual a cor da pele da família Kito?
    Eles possuem uma pele com uma coloração ligeiramente esverdeada, diferente da pele dos membros da associação de moradores.
  • É possível que a Tsutinoko seja a mesma criatura do sacrifício?
    Embora a Tsutinoko seja uma lenda local ligada ao vulcão, o episódio sugere que a criatura real que recebe os sacrifícios é o verme gigante da Mongólia.

Se você deseja que análises semanais de *Dandadan* continuem neste blog, deixe sua opinião nos comentários sobre este primeiro episódio da segunda temporada e o que você espera dos próximos. Seu feedback é crucial para decidir quais animes serão acompanhados semanalmente aqui.