O Sucessor de Solo Leveling Foi um Fracasso? O Que Fizeram com The Beginning After The End?

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Análise do Primeiro Episódio de The Beginning After The End: Pontos Fortes e Grandes Problemas

O primeiro episódio da adaptação animada de *The Beginning After The End* (TBATE) gerou reações intensas, levando alguns a rir e outros a lamentar a qualidade da produção. Esta obra, um Webtoon sul-coreano conhecido por ser colorido e visualmente atraente, conta a história de um rei que morre e renasce como bebê em um mundo onde a magia existe, mantendo as memórias de sua vida anterior. Desde cedo, ele explora o mundo, aprende magia e se torna extremamente poderoso. Sua premissa inicial apresenta semelhanças notáveis com *Mushoku Tensei*.

Neste artigo, faremos uma análise detalhada, começando pelos aspectos positivos da adaptação e, em seguida, abordando os problemas mais significativos que impactaram a obra.

Pontos Positivos da Adaptação

Apesar das críticas que virão, o esforço em adaptar o material original foi levado a sério, resultando em alguns aspectos louváveis.

  • Apresentação Detalhada: A produção utilizou uma apresentação em PowerPoint, com uma releitura da obra original, o que, embora cômico, demonstra um nível de empenho na contextualização.
  • Cenas Cômicas Bem Executadas: Alguns momentos leves e cômicos, como o protagonista, agora bebê, se sentindo constrangido por não conseguir se segurar ou fazer suas necessidades fisiológicas, funcionaram muito bem e geraram boas risadas.
  • Escolhas de Animação em Movimento: Embora muitas cenas cruciais tenham sido substituídas por imagens estáticas, as poucas sequências que realmente tiveram animação (excluindo os efeitos estáticos) foram consideradas “legalzinhas” e aceitáveis, não sendo excepcionais, mas funcionais.
  • CGI das Magias: O uso de CGI nas magias em movimento foi elogiado por ter ficado muito bom, sem parecer estranho ou deslocado da animação geral. A forma como o pai do protagonista usa magia nas mãos também foi bem aplicada.
  • Trilha Sonora de Abertura: A música tema de abertura foi considerada muito boa, capturando uma “pegada de rock dos anos 2000” que agradou bastante.

No entanto, o entusiasmo com esses pontos é rapidamente ofuscado pelas decisões tomadas na animação, que parecem ter prejudicado a experiência de quem já conhecia o Webtoon.

Os Grandes Problemas da Adaptação

A adaptação sofreu com uma série de decisões que afetaram diretamente a fluidez e a qualidade visual, especialmente considerando a popularidade da obra original, que conta com mais de 36 milhões de leitores.

1. A Escolha do Estúdio e a Animação Estática

O estúdio responsável, o **Studio J.C. Staff (mencionado como Studio IK/ACAT)**, já tinha um histórico de produções com notas medianas para baixas. Isso gerou expectativas baixas antes mesmo da estreia.

O maior problema reside na utilização excessiva de imagens estáticas, inclusive em momentos de ação.

  • Em cenas de combate, em vez de animação fluida, o que se vê são imagens do personagem realizando um movimento que são manipuladas de forma rudimentar: tremidas, com transições rápidas no estilo “novela indiana”, ou com o fundo se movendo lentamente.
  • Em momentos de locomoção na cidade, a impressão é de que os personagens estão parados, com apenas um movimento mínimo sendo simulado para sugerir que estão andando.
  • Um usuário de magia utilizando movimentos de mão foi mostrado com a animação da mão e, em seguida, como um simples PNG, indicando uma técnica de edição muito básica para um projeto de tal porte.

2. Cortes em Cenas Cômicas e Adição de Elementos Dramáticos

Houve uma redução nas cenas que poderiam ter tornado a obra mais leve e cômica. Por exemplo, cenas onde o pai brincava com o bebê, jogando-o para cima e batendo seu joelho na parede, foram removidas.

Em contrapartida, foram adicionados elementos que não existem no material original, como:

  • No final do episódio, quando o protagonista tenta canalizar magia e destrói a casa, seu pai pula para salvá-lo, segurando a estrutura. Esta cena não estava no Webtoon original e introduz um tom mais sério/sentimental logo no primeiro capítulo.

3. Alterações de Diálogo e Expressão

Pequenas mudanças no diálogo também foram notadas. Por exemplo, quando o pai demonstra suas habilidades levantando apenas algumas pedras:

  • No anime: Ele comenta que seria mais rápido usar as mãos, e a mãe afirma que não foi nada demais.
  • No original: O protagonista fica visivelmente decepcionado, pensando que “é só isso que você conseguiu fazer depois de tanta concentração”.

4. Semelhança com Mushoku Tensei

A semelhança entre o primeiro episódio de TBATE e o primeiro episódio de *Mushoku Tensei* é descrita como “descarada”. A estrutura inicial, com um rei reencarnado como bebê em um mundo mágico, é quase idêntica. Colocar as duas obras lado a lado torna a cópia muito visível, o que é considerado um grande problema de originalidade.

5. Qualidade da Abertura e Encerramento

Embora a música da abertura tenha sido elogiada, a parte visual é criticada severamente:

  • A abertura utiliza um mínimo de movimento, focando em imagens estáticas, fundos de cor sólida ou sombras simples, parecendo algo feito “em uma calculadora”.
  • O encerramento é igualmente básico, com metade da tela preta, exibindo os créditos enquanto o protagonista caminha estaticamente.

Falta de Ritmo e Conteúdo Apresentado

O episódio, embora tenha adaptado o equivalente a quatro ou cinco capítulos do Webtoon, foi considerado muito arrastado para os 24 minutos, apresentando pouco conteúdo substancial e desperdiçando a oportunidade de focar nos aspectos mais cativantes da história inicial, como a vida passada e as dificuldades do bebê.

Muitos esperam que os próximos episódios sigam o mesmo padrão de baixa qualidade, levando o autor do artigo a crer que a obra se “afundou” e “cava a própria cova” nesta primeira temporada.

Perguntas Frequentes

  • O que é The Beginning After The End?
    É uma obra do tipo Webtoon sul-coreano que narra a história de um rei que morre e reencarna como um bebê em um novo mundo com magia, mantendo suas memórias passadas.
  • Por que a animação foi tão criticada?
    A principal crítica foi o uso excessivo de imagens estáticas em vez de animação fluida, especialmente em cenas de ação, e a baixa qualidade técnica geral da produção.
  • Qual a semelhança entre a obra e Mushoku Tensei?
    Ambas as histórias compartilham uma premissa inicial muito similar: um protagonista de um mundo anterior reencarna como um bebê poderoso em um mundo de fantasia com magia.
  • É possível que a qualidade melhore nas próximas temporadas?
    Com base na performance do primeiro episódio e no histórico do estúdio, há ceticismo sobre uma melhora significativa, embora o material original seja considerado muito bom.
  • Qual foi o ponto positivo mais notável do episódio?
    As cenas focadas no humor do protagonista lidando com ser um bebê e os efeitos visuais (CGI) das magias em movimento foram os aspectos mais elogiados.

Em suma, o primeiro episódio de *The Beginning After The End* demonstrou ter potencial em seus pontos cômicos e na trilha sonora, mas foi severamente prejudicado pela animação estática e pela forma como optou por apresentar a narrativa, prenunciando dificuldades para o futuro da adaptação.