A Imersão no Esquema de Pirâmide de One Piece na Netflix: Análise dos Episódios 4 e 5
Tenho uma denúncia séria a fazer sobre a adaptação de *One Piece* da Netflix, e peço que me levem a sério. Já comentei isso nas redes sociais, mas quero detalhar aqui. Comecei a assistir a primeira temporada e gostei. Agora, na segunda temporada, que estou vendo de forma parcelada, percebi que caí em um esquema de pirâmide bem complicado.
Como tudo começa, não é mesmo? Eu estava apenas assistindo episódio após episódio e, de repente, já estou chorando, me importando profundamente e criando teorias sobre se esses oito episódios sequer terminarão. Neste artigo em texto, focarei especificamente nos episódios 4 e 5.
A questão é: esperarei a Netflix lançar as próximas temporadas daqui a dois ou três anos? Será que um remake virá antes? Eu não estou preparada para entrar no esquema de pirâmide de mais de mil episódios. Passei a vida inteira dizendo que não faria isso por falta de tempo, e sinceramente, eu não tenho tempo.
Enfim, reclamação feita: esta série é um perigo, de verdade.
Este momento é um desabafo, parte da minha série de análises sinceras sobre a adaptação *live-action* de *One Piece* da Netflix, vinda de alguém completamente ignorante sobre o mangá e o anime. Eu me recusei por muito tempo a mergulhar na história do Pirata que Estica. Tentei várias vezes com o anime e avancei um pouco no mangá, mas nada me prendeu.
Mas o *live-action*… ah, a primeira temporada e agora a segunda, onde chegamos ao episódio 4 e decidi falar de ambos juntos. Mesmo estando atrasada – visto que outros conteúdos já saíram por aqui –, estes episódios foram uma loucura. Sente-se, acomode-se, pois a conversa será longa e, aviso, não haverá muita edição sofisticada.
### Little Garden: Efeitos Visuais e a Fantasia Realista
Os episódios 4 e 5 se passam inteiramente em **Little Garden**, a mesma ilha, com os mesmos gigantes e inimigos que foram surgindo. Eu precisava falar sobre os dois episódios em conjunto.
Primeiramente, os **efeitos visuais são lindíssimos**. Tivemos dinossauros e gigantes muito bem feitos. O dinossauro, em particular, foi devidamente caprichado.
É importante entender que, por mais que a produção tente ser realista (entre muitas aspas), não é o mesmo tipo de textura que seria usada em uma baleia realista, por exemplo. A representação é realista dentro do que é fantasioso e faz sentido neste universo. Os dinossauros são realistas dentro da fantasia estabelecida. Eu não espero uma computação gráfica extremamente realista, como se os dinossauros realmente tivessem existido. Dentro da proposta, a ilha é magnífica, tudo é gigantesco para os “pequenininhos” gigantes, daí o nome da ilha. A trilha sonora, **sensacional**.
Continuo gostando bastante da atuação, especialmente do elenco principal do Bando do Chapéu de Palha. Eu já comecei a acreditar na união deles. Na primeira temporada, a química deles foi boa, comprei a ideia do bando, mas foi na segunda que comecei a me apegar de fato.
Sei que estão forçando bastante a barra neste arco, especialmente através da visão da Nami nestes episódios, devido à sua conversa com a Vivi. Ela demonstra descrença ao confiar em Luffy, mas precisamos entender que Luffy é aquele que sempre salvará, que jamais desistirá do bando, sendo fundamental para todos.
Eu entendi a proposta, mas confesso que tenho um certo preconceito com o Luffy. Ele gritou menos nestes episódios do que em outros, o que foi ótimo para mim, mas é um preconceito, no sentido pejorativo da expressão. Perdoem-me, ainda não comprei totalmente o discurso da Nami sobre ele, veremos até o final da temporada.
### A Revelação de Miss All Sunday
Como eu estava dizendo, um ponto que me intrigou no roteiro foi a introdução da Robin. Como ela se apresenta no grupo Baroque Works? Eu tenho spoilers sobre o nome dela, mas achei a apresentação na série interessante. **Miss All Sunday** chega e afirma: “Se eu quisesse, já teria matado todos vocês aqui no navio”.
A própria Vivi reage, dizendo: “Essa aí é perigosa”. Ela entrega o *Eternal Pose* que direciona a uma ilha tranquila e escondida, longe da galera da Baroque Works. Ela avisa que, se seguirem o *Log Pose*, irão para **Little Garden**, onde “vocês não vão sobreviver”. Ela complementa dizendo que, se ela sabe onde estão, o pessoal dela ao redor também sabe. Isso cria um clima de dúvida: seria uma armadilha?
Vendo os dois episódios, percebemos que, de fato, todo o pessoal da Baroque Works estava esperando por eles em Little Garden. Não sei se o local sugerido pela Robin/Miss All Sunday seria melhor ou não, mas fiquei intrigada, pois imagino que ela terá uma reviravolta na história.
Pelo que entendi de spoilers superficiais, ela busca liberdade pessoal, mesmo fazendo parte de uma organização de assassinos, o que é um pouco contraditório. Se ela realmente quer ajudar, por quê?
De qualquer forma, Luffy sendo Luffy, este miniarco mostra como ele toma decisões que parecem impulsivas, mas que no final dão certo por causa de quem ele é e da esperança que nunca perde, do sonho que persegue e dos amigos que sempre quer salvar.
### Os Gigantes e o Simbolismo das Cores
Ao chegar em Little Garden, uma das primeiras coisas que vemos são os dinossauros. Luffy se alegra, subindo na cabeça de um que parece ser herbívoro, e Vivi pede para ele descer. Este momento já inicia a aproximação entre eles, fazendo com que Vivi veja as coisas com menos tensão, embora ela esteja muito ansiosa para chegar a Alabasta e entregar a informação que ainda não deu. Ela vive com o peso de saber quem é o Mr. Zero e não contou a ninguém.
Nestes dois episódios, observei pedaços do rosto e da voz dele, e continuo sem saber quem é o Mr. Zero.
Mais adiante, Luffy encontra um dos gigantes, e Zoro e Nami encontram outro. Eles pensam que serão devorados, mas, na verdade, são dois gigantes bondosos. Sanji e Zoro ficam separados, lutando contra um T-Rex. A briga de ego entre eles sobre quem deu o golpe final é recorrente.
Descobrimos que quem pinta todo mundo é uma das *Misses* que trabalha com a Baroque Works. Achei interessante quando o ouro é pintado em um deles e ele começa a rir, e quando a Nami é pintada, ela fica apática, sem vontade de fazer nada, alheia ao que acontece. Quando pintam o Luffy, ele fica triste, cabisbaixo.
Isso me fez pensar: essas tintas trariam para os personagens o exato oposto de suas características principais? Depois, é explicado que a paleta da Miss Golden Week tem ligação de cor com o sentimento. Utilizam uma simbologia psicológica: azul para tristeza (*blue*), e assim por diante.
Em termos de roteiro, achei muito interessante esse contraste. Veja bem, quando eles se separam, a perna do Zoro é pintada. O Zoro, que é sério, sisudo e não ri, de repente não consegue parar de rir de qualquer bobagem. A Nami, uma sobrevivente nata, que lida com luto e desafios desde criança e se envolveu com o inimigo para libertar seu povo, de repente se sente sem esperança, sem se importar se ela ou os amigos morrerem. O Luffy, sempre alegre e bobão, aparece 100% para baixo.
Entendi a associação das cores, mas creio que isso foi intencional pelo Oda, para que cada sentimento fosse escolhido especificamente para cada personagem, trazendo um contraste narrativo forte.
### O Arco dos Gigantes: Brog e Dorry
Os gigantes que encontramos são Dorry (o ogro azul) e Brog (o ogro vermelho). Acabei gostando bastante do Brog porque ele cria um vínculo maior com o Usopp, enquanto o outro é mais ligado ao Luffy.
Eles contam a história de que, quando o vulcão entrou em erupção há 100 anos, eles estavam duelando. Foram mais de 70.000 empates. A história deles é comum, mas o arco de resiliência — entender que um herói não é alguém sem medo, mas alguém que avança apesar dele — é trazido pelo Brog. Isso foi fundamental para o crescimento do Usopp.
O Usopp, que até então parecia ser apenas suporte nas lutas, ainda atua assim, pois não possui um poder especial ou arma. Ele se diverte contando suas aventuras, mas não as vive. Em Little Garden, ele prefere ficar deitado no navio, lustrando o corrimão, por medo de que algo perigoso aconteça.
Os gigantes lutam pela honra. Viver ou morrer pela honra é ser um guerreiro honrado. O Brog acaba sofrendo um golpe sério, mas depois vemos que seu sangue some, e ele revive. Isso reforça a ideia de que a história não é cheia de *gore*, mantendo um tom mais familiar, o que justifica a falta de sangue explícito na série.
### A Batalha Contra a Baroque Works
A luta começa na ilha, incapacitando a Nami e deixando Luffy triste. Zoro já estava apreensivo. Os três ficam presos, e Vivi também. Em seguida, eles são levados para o bolo de cera do Mr. Treck (Mr. 3), que começa a derreter e cobri-los para fazer a escultura perfeita, pois ele se vê como um artista e terrível, mas superior.
O Usopp tenta ajudar, buscando o Sanji, mas não o encontra. O Sanji, por sua vez, vai até a casa de cera, bebe algo, encontra as pastas e conversa com o Mr. Zero.
Vemos que o Mr. Zero está de olho no Chapéu de Palha, sabendo que eles não foram derrotados até ali. Ele também nota que um certo **Mr. Prince** (que sabemos ser o Sanji) atendeu o telefone e passou informações incorretas, matando dois que ele havia enviado.
Além disso, há o foco nos *Unluckies* (os dois *Misses* com poderes de castor e peru voador), que o Sanji mata sozinho, enquanto o *Unluck* de fato não aparece muito. O homem da cera, Mr. Treck, se considera um artista, mas se vê superior, e perde por causa disso, ao invés de apenas usar seu poder para explodir tudo como o Mr. 5 (Mr. Melecão) faria.
No episódio 5, o foco se volta para Luffy, que se torna o brinquedo da Miss Golden Week. Ela é uma garota carente que nunca teve ninguém, aprisionando os próprios pais como brinquedos, pois não entendiam sua necessidade de brincar e descartar. Ela usa as tintas para controlar os sentimentos: verde para acalmar, amarelo para rir mesmo nas torturas, azul para a maior tristeza, vermelho para a raiva, e preto para o desespero e traição.
Quando Luffy está sob a tinta preta, ele chega a dizer que não conseguirá o One Piece e não será o Rei dos Piratas. É neste momento que o Usopp entra como Salvador. O gigante Brog, que parecia morto, estava vivo, e o Usopp conversa com ele sobre o verdadeiro significado de ser herói: aceitar a vulnerabilidade e o medo, mas seguir em frente para salvar os amigos.
O Usopp salva Luffy, pisa na paleta de tinta da menina e tira o controle dela sobre o Luffy, que volta a lutar para salvar seus amigos. Os amigos já estão presos na cera. Luffy vai atrás direto do Mr. Treck, que tinha a estratégia de usar vários bonecos para distraí-lo, pois a Baroque Works estudou as fraquezas deles.
Luffy, impulsivo, não planeja e começa a bater em tudo, errando o alvo correto. Ele é golpeado com estacas de cera. O Usopp, lutando contra Mr. Five, atua como suporte, desviando balas que atingiriam o Zoro e jogando pimenta na boca do Mr. Five, potencializando suas explosões internas.
Luffy consegue lutar contra o Mr. Treck, quebra a cera em seus pulsos e o incapacita. É notável que, neste estilo de narrativa, os inimigos não são totalmente eliminados; eles são apenas derrotados e deixados para trás.
No final, o Luffy solta o outro gigante que estava preso na cera. Os dois gigantes sobrevivem e ajudam a furar o peixe dourado que o bando usaria para viajar, permitindo que eles sigam em frente. Os gigantes voltam a duelar, lembrando-se do motivo original da briga.
### Considerações Finais e Comentários Pós-Episódio
Vimos que Mr. Treck incapacitou a Miss Valentine para que ela não contasse ao Mr. Zero sobre a falha deles.
E, no final, quando Nami e Vivi interagem no barco, acho essa dinâmica sensacional. A Nami fica desmaiada, e eu me pergunto se foi por intoxicação da tinta ou insolação, ou se ela ficou feliz de ter outra mulher no bando.
Acompanharei se haverá paradas no caminho para Alabasta ou se o próximo episódio já será lá. Se continuarem me apoiando, continuarei trazendo análises, quem sabe mais dois ou três artigos sobre *One Piece*.
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### Perguntas Frequentes
- O que a tinta preta da Miss Golden Week causa no Luffy?
A tinta preta traz uma expressão forte de desesperança, fazendo com que Luffy desista de seus sonhos, dizendo que nunca será o Rei dos Piratas. - Como o Usopp consegue ajudar o Luffy a romper o efeito da tinta?
O Usopp, ao conversar com o gigante Brog sobre o verdadeiro significado de ser herói, consegue se fortalecer para salvar Luffy, que estava sob o efeito da tinta preta. - Qual o papel dos gigantes Brog e Dorry em Little Garden?
Eles introduzem o arco de resiliência, ensinando que um herói é aquele que age apesar do medo, o que é crucial para o desenvolvimento do arco do Usopp. - É possível que as habilidades dos vilões da Baroque Works causem danos permanentes?
Embora eles sejam incapacitados, a série segue o estilo de não mostrar um *gore* intenso, e os personagens secundários inimigos são deixados vivos após serem derrotados. - Qual a importância da interação entre Nami e Vivi nos episódios 4 e 5?
A interação entre elas é apontada como um ponto positivo, mostrando a química entre as personagens e o impacto da chegada de mais uma mulher ao bando.






