Que Absurda Essa Estreia Quebrou Tudo

que absurda essa estreia quebrou tudo

Steel Ball Run: Por Que a Parte 7 de Jojo é o Recomeço Ideal

Se você ainda não assistiu a essa animação, é hora de começar. Atualmente, esta série está no topo das mais assistidas no Brasil, superando tanto outras séries quanto animes.

Estamos falando de um universo bizarro que, nesta fase, recomeçou praticamente do zero. O anime chegou com uma animação e um design visualmente deslumbrantes, honrando a arte belíssima do mangá, com personagens extremamente únicos e carismáticos. Estamos falando de Steel Ball Run, a parte sete de *JoJo’s Bizarre Adventure*.

A chegada recente na Netflix, com um episódio de estreia de mais de 40 minutos, serve como uma introdução perfeita a um universo que pode ser acessado sem a necessidade de ter assistido a qualquer material anterior. Garanto isso a você.

Por Que é a Parte Sete, Mas Parece um Recomeço?

Talvez você se pergunte: se é a Parte Sete, por que ela não exige conhecimento prévio?

Isso ocorre porque *Stone Ocean* (Parte Seis) marcou o fim do universo narrativo que acompanhamos desde a Parte Um. A produção fez um “reset”, uma maneira elegante de encerrar a saga anterior e iniciar uma nova aventura para os Joestar.

Você não precisa acompanhar o que aconteceu antes desta Parte Sete, *Steel Ball Run*. O autor, criador de *JoJo’s Bizarre Adventure*, utilizou essa reinicialização para reformular o conceito de poderes, mantendo referências sutis em nomes, sobrenomes e personagens que já conhecíamos das partes anteriores, mas sem obrigar o espectador a conhecê-los para entender a nova narrativa e mecânicas.

Para muitos fãs, esta é a melhor parte do mangá até hoje. Se você tentou assistir *JoJo’s Bizarre Adventure* anteriormente e não se engajou, sugerimos fortemente que comece exatamente por aqui. Há uma grande chance de você se apaixonar por este novo mundo.

A Proposta do Primeiro Episódio

O episódio de estreia entrega tudo que se espera em uma abertura impactante. Ele surge praticamente do nada, apresentando uma proposta bem diferente, mas extremamente envolvente. É difícil imaginar que você ficará vidrado em uma corrida de cavalos, mas a série consegue prender sua atenção na trama e nos personagens apresentados naqueles cerca de 40 minutos. Vale muito o seu tempo.

Sobre a Corrida e os Protagonistas

*Steel Ball Run* introduz, já no primeiro capítulo, a maior e mais importante corrida do Velho Oeste. A história se desenrola em San Diego, Califórnia, Estados Unidos, no ano de 1890.

Alguns personagens se destacam imediatamente:

* Steven Steel: O organizador e apresentador da corrida. Ele se mostra visivelmente nervoso, pois o evento precisa ser um sucesso, mas esta não é uma corrida comum.
* Os participantes precisam pagar uma taxa de inscrição, e as regras são um pouco mais flexíveis do que o habitual. Eles podem usar o veículo que desejarem. No entanto, carros e motos não eram itens comuns naquela época. Há um competidor inscrito com um carro que mal alcança 100 ou 200 metros por litro. Muitos participantes usam cavalos, e alguns, de forma bizarra, até mesmo as próprias pernas.

O Sofrimento de Johnny Joestar

Existe, sim, um Joestar nesta nova linha temporal: Johnny Joestar. Ele é retratado como uma figura que observa a corrida de longe, sem se inscrever, pois é paraplégico. O artigo detalha como ele era um *jockey* promissor, a segunda opção após a morte do irmão mais velho. No entanto, seu orgulho o levou a pisar em alguém que considerava inferior, resultando em um tiro que o deixou em sua condição atual.

O episódio apresenta uma das cenas mais grotescas da franquia: o sofrimento de Johnny no hospital, abandonado pelo pai e maltratado por um enfermeiro. Essa cena eleva o lado bizarro e grotesco da série, algo que *JoJo’s* faz muito bem, mesmo sem lutas de *Stands* no início.

A Introdução de Novos Elementos

Ao longo da narrativa inicial, Johnny é introduzido ao mundo da corrida, seguindo, especialmente, outro personagem que chama a atenção: Gyro Zeppeli. Para quem conhece as partes anteriores, os nomes já trazem referências óbvias.

Diferente das partes anteriores, neste novo universo não temos imediatamente o esquema de batalhas de *Stands*.

A maior surpresa, fora da curva, é Dio (que aqui não é um vampiro, mas sim Diego Brando), um antagonista que carrega uma esfera metálica – a Steel Ball. Ao tocar em outras pessoas ou partes do corpo, essa esfera metálica pode causar torções completas. Vemos como ele usa isso para fazer um assaltante atirar em si mesmo, e, acidentalmente, a esfera toca Johnny, fazendo com que ele se levante brevemente sobre as pernas.

Este evento é o que fascina Johnny pela esfera metálica, impulsionando-o a buscar seu significado e função.

Gyro Zeppeli se inscreve na corrida com o objetivo de vencer. Johnny, através de esforço, consegue participar, mesmo sendo arrastado pelo cavalo que inicialmente não o aceitava.

Na parte mais agitada do episódio, a corrida em si, notamos a dinâmica criada para torná-la empolgante. Embora a ideia de assistir a uma corrida de cavalos pudesse parecer desinteressante à primeira vista, *JoJo’s* consegue o feito.

Outros Competidores e Conceitos

Nesta corrida, conhecemos outros personagens que fazem referência a nomes antigos, como Diego Brando, que parece ser um grande antagonista com uma estratégia diferenciada para liderar.

Outro com destaque é Sandman, que faz parte do que parece ser um povo nativo americano, buscando reunir dinheiro para algum motivo. Ele é hostilizado por sua própria comunidade e se inscreve na corrida utilizando as próprias pernas.

Temos também Poco, que surge de forma despretensiosa, chegando atrasado, mas guiado pela crença de que seria a pessoa mais sortuda do mundo por dois meses, conforme uma vidente lhe disse. Ele age com confiança absoluta, pulando penhascos e fechando os olhos em atalhos perigosos, e, de forma bizarra, ele realmente consegue.

Gyro Zeppeli, por sua vez, utiliza as esferas metálicas de maneira diferente, empregando-as para impulsionar seu cavalo e afastar obstáculos.

O funcionamento dessa esfera metálica não só faz referência ao nome da saga, mas também a um dos conceitos centrais deste novo universo de *Joestar*.

Considerações Finais

O retorno de *JoJo’s Bizarre Adventure* com *Steel Ball Run* foi belíssimo e entregou tudo que era esperado. O design é maravilhoso, a animação é de alta qualidade e a trilha sonora é excelente, contribuindo grandemente para a experiência geral da obra.

É notável que a série esteja no topo da Netflix. Espera-se que os lançamentos semanais ajudem a manter o engajamento do público, ao contrário do que ocorreu com *Stone Ocean*, que ficou mais *underground* com um lançamento único.

Se você já assistiu, compartilhe nos comentários para qual personagem você torceu ou qual deles mais gostou. Se houver interesse e colaboração nos comentários, haverá mais artigos sobre os próximos episódios desta temporada fantástica.

Perguntas Frequentes

  • O que acontece com o universo narrativo anterior?
    A Parte Seis (*Stone Ocean*) encerrou o universo narrativo anterior, e a Parte Sete (*Steel Ball Run*) inicia um novo universo com uma história e mecânicas reformuladas, permitindo que novos espectadores comecem por ela.
  • É necessário conhecer as outras partes de JoJo para entender Steel Ball Run?
    Não é necessário. O enredo de *Steel Ball Run* se reinicia, com referências sutis, mas sem a obrigatoriedade de conhecimento prévio.
  • Qual é o objetivo principal da trama de Steel Ball Run?
    A trama central é focada em uma corrida de cavalos transcontinental, a maior e mais importante do Velho Oeste, que oferece um prêmio milionário aos vencedores.
  • Como Johnny Joestar se relaciona com a corrida?
    Johnny Joestar, um dos protagonistas, é paraplégico, mas se interessa profundamente pelo poder de uma esfera metálica que pode reverter sua condição temporariamente, o que o motiva a participar do evento.
  • Qual a função das “esferas metálicas”?
    As esferas metálicas, usadas por personagens como Gyro Zeppeli e Diego Brando, possuem a capacidade de torcer completamente partes do corpo ao contato, sendo um elemento central do poder e da narrativa desta saga.