The Last of Us 2×01: Joel Sofre, Beijo da Ellie e Abby Sem Músculos (Review)

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A Segunda Temporada de The Last of Us: Análise do Primeiro Episódio

A aguardada segunda temporada de *The Last of Us* finalmente estreou, trazendo de volta uma série aclamada por muitos e controversa para outros. O primeiro episódio já gerou bastante discussão, especialmente entre aqueles que amam o universo do jogo e acompanharam o segundo título.

Este artigo se propõe a comentar as impressões iniciais sobre este retorno, focando nos detalhes apresentados no episódio de estreia. É importante notar que esta análise evitará spoilers cruciais sobre o futuro da história, mantendo a experiência para quem está se desviando das informações prévias. A temporada promete ser impactante, e a cautela é necessária para absorver cada momento.

Adaptação e Fidelidade ao Material Original

A produção demonstrou um trabalho muito cauteloso e bem executado no primeiro episódio. Trata-se de uma adaptação do jogo, que por sua vez já foi alvo de críticas por certas escolhas narrativas. A série não é uma transcrição exata do jogo, o que é compreensível, pois a experiência interativa de um videogame difere da passiva de uma série de TV.

O roteiro optou por linearizar alguns eventos. Um exemplo notável é a cena da festa de Ano Novo, que aparece em um *flashback* mais adiante no jogo. Na série, ela foi trazida para o primeiro episódio, e funcionou muito bem para consolidar a personagem Dina e sua relação com Ellie (L), indicando que essa dinâmica será central na temporada.

As Mudanças e as Polêmicas

Algumas mudanças visuais nos personagens, como as diferenças físicas entre os atores e seus equivalentes nos jogos (especialmente no caso de Ellie), têm sido um ponto de debate. Contudo, estas discussões sobre a aparência física parecem, em grande parte, águas passadas, pois não caracterizam a essência dos personagens de forma essencial para a trama.

Foco no Arco de Ellie e Joel

O primeiro episódio foi de apresentação, e conseguiu introduzir o estado atual dos protagonistas de maneira eficaz, mesmo que não tenha tido o impacto imediato que alguns esperavam.

A série explorou a vida de Joel cinco anos após os eventos finais da primeira temporada. Foi introduzida uma cena exclusiva ou original da série: o momento em que ele frequenta terapia. Isso faz sentido, considerando o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) que o personagem claramente carrega desde a perda de sua filha, algo que já era sutilmente visível no primeiro jogo.

O caos do final da primeira temporada, marcado pela decisão de Joel de salvar Ellie, gerou um desejo profundo de vingança por parte de outros personagens. Este desejo abre o episódio e fecha 5 anos depois, estabelecendo a vingança como tema central da narrativa.

Joel lida com a culpa e a responsabilidade de ter salvado Ellie, sentindo-a como sua filha, mas sabendo que ela não é, e vendo-a escapar de seu controle. A dificuldade em lidar com a adolescente que ele vê como sua filha, mas que se sente presa, é um ponto forte explorado.

Além disso, a série aborda o dilema moral sobre a superpopulação em Jackson. Joel parece estar trabalhando para melhorar a estrutura da cidade, mas reflete sobre a dificuldade de receber mais pessoas, levantando questões típicas de um universo pós-apocalíptico: o que é justo quando se trata de abrigo e recursos?

A Dinâmica de Ellie e Dina

A série dedicou bastante tempo à apresentação de Dina, especialmente no contexto da festa de Ano Novo, que foi adaptada com uma fidelidade impressionante ao jogo, quadro a quadro, em certas sequências.

A interação inicial entre Ellie e Dina é fofa, mostrando Ellie reagindo de forma juvenil à aproximação de Dina, enquanto ainda mantém um laço com seu antigo interesse, Jess. O primeiro beijo entre as duas é retratado de forma confortável e amorosa.

No entanto, um ponto de tensão surge quando Joel intervém para proteger Ellie de um indivíduo que faz um comentário desnecessário. Ellie reage mal à proteção paterna, reforçando sua necessidade de independência.

Um detalhe interessante é a inclusão do infectado Stalker, um inimigo mais inteligente e estratégico, presente no segundo jogo, mas introduzido aqui mais cedo. Além disso, a série reforça a imunidade de Ellie, mostrando-a ser mordida na barriga novamente e escondendo o ferimento.

Sobre a Personagem Abby

A personagem Abby teve seu foco estabelecido já no início, com a cena de vingança contra o Joel. É notório que sua construção física no jogo era resultado de anos de treinamento pesado motivado pela raiva.

A discussão sobre o físico musculoso de Abby no jogo é abordada. Embora o criador do jogo tenha mencionado que a força era importante para a jogabilidade, muitos sentem que a força de Abby era intrínseca à sua narrativa e convicção na vingança. No caso da série, a atriz pode não ter o mesmo porte físico extremo do jogo, mas a importância da força e das posições dela no contexto de conflito permanecem como elementos cruciais para a história.

Considerações Finais sobre o Episódio

O episódio de abertura funciona como uma introdução gradual à intensidade que virá. Os macropontos da trama certamente serão mantidos, apesar das adaptações. Espera-se que o segundo episódio apresente um gancho ainda mais forte para a continuidade da temporada. A produção demonstrou excelência na fidelidade de ambientes e em pequenas nuances de jogabilidade, como Ellie usando um objeto para distrair um Clicker.

A série tem tudo para ser muito mais trágica e pesada que a primeira temporada, mantendo viva a complexidade moral sobre o certo e o errado em um mundo onde essas linhas são tênues.

Perguntas Frequentes

  • Como a série trata as mudanças visuais dos personagens em relação ao jogo?
    A série opta por adaptações que, em geral, não alteram a essência das personalidades, embora certas mudanças físicas tenham gerado discussões iniciais entre os fãs.
  • O que significa a inclusão do infectado Stalker no primeiro episódio?
    O Stalker é um tipo de infectado mais inteligente e estratégico, que aparece mais tarde no segundo jogo, e sua inclusão precoce no primeiro episódio da série adiciona um novo nível de desafio aos encontros com infectados.
  • É possível que a segunda temporada seja mais pesada que a primeira?
    Sim, há indicações de que a segunda temporada tem potencial para ser significativamente mais trágica e intensa do que a primeira.
  • Qual a relevância da cena de terapia de Joel?
    A terapia introduzida na série destaca o Transtorno de Estresse Pós-Traumático de Joel, decorrente de eventos passados, algo que é um aspecto importante de seu estado mental durante a história.
  • Por que a festa de Ano Novo foi antecipada no episódio?
    A antecipação dessa cena serve para consolidar rapidamente a relação entre Ellie e Dina e estabelecer sua importância na trama da temporada.

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