Ninguém imaginaria que Hasgard, o cavaleiro de Touro em Saint Seiya: The Lost Canvas, se transformaria em um dos personagens mais complexos de toda a obra. Escondido por trás de sua força colossal, existia um profundo trauma. No entanto, graças à sua coragem inabalável, ele elevou a armadura de touro — tantas vezes ridicularizada na história clássica — ao status de uma das mais respeitadas de toda a franquia.
Neste artigo, vamos mergulhar nos momentos mais importantes da trajetória desse herói, analisando a origem de sua personalidade, suas técnicas e os segredos por trás de sua jornada até entendermos o que o torna tão fascinante.
O Contexto da Guerra Santa e a Entrada de Hasgard
Para compreender essa história, precisamos voltar ao século XVI, durante a Guerra Santa travada entre os deuses pelo controle da Terra. Logo após as dolorosas perdas de Albafica de Peixes — que sacrificou sua vida para deter Minos de Grifon — e de Asmita de Virgem, que consumiu seu próprio cosmo para criar o rosário que impedia os espectros de renascerem, a barreira protetora do Santuário de Atena diminuiu de alcance devido ao desgaste.
Com isso, os espectros derrotados que ficaram fora do domínio da barreira ressuscitaram graças ao poder de Hades. É exatamente nesse cenário caótico que Hasgard de Touro entra em ação, aniquilando os inimigos ao redor do Santuário com facilidade e mantendo seus braços cruzados.
A Verdade por Trás da Postura de Braços Cruzados
O que para os espectros parecia pura arrogância era, na verdade, a postura de combate fundamental do cavaleiro de ouro. Essa posição permite que ele utilize sua técnica mais poderosa, o Grande Chifre.
Curiosamente, o Grande Chifre foi baseado em uma técnica real de esgrima japonesa chamada iaijutsu, onde o espadachin une o saque, o avanço e o ataque em um único movimento mortal. No caso de Hasgard, que não utiliza armas, a técnica baseia-se em descruzar e cruzar os braços a uma velocidade brutal — superior à da luz —, tornando seus golpes quase imperceptíveis.
O Confronto com Kagaho de Benu
A calmaria do cavaleiro de ouro é interrompida pela chegada de Kagaho de Benu, a estrela celeste da violência, cujo poder era frequentemente comparado ao dos três juízes do submundo.
Ao se confrontarem, Hasgard demonstra que sua intenção não é apenas derrotar o oponente, mas compreender o seu sofrimento. As chamas negras de Kagaho refletiam a dor e a solidão que ele sentia. Em vez de eliminá-lo com ódio, o cavaleiro de Touro decide guiar o jovem rebelde de volta ao caminho correto, transformando o combate em uma verdadeira lição de empatia e convicção.
Mesmo após enfrentar técnicas devastadoras como a Crucificação e a Coroa do Sol, perdendo a visão de um olho e sofrendo queimaduras severas, Hasgard permanece firme. No clímax da batalha, ele utiliza sua técnica máxima, a Supernova Titânica, deixando claro que sua determinação superava qualquer dor física.
O Passado e a Origem do Nome Aldebaran
Antes de adotar o nome Aldebaran, Hasgard carregava o peso de grandes perdas em sua juventude, incluindo a admiração pelo lendário Elias de Leão e a culpa por não ter conseguido proteger o jovem Regulus. Sua jornada o levou a uma missão no Monte Etna, onde enfrentou gigantes da mitológica Gigantomaquia ao lado de Cortauri, um autômato criado pelos deuses.
Após a união de forças e a superação de desafios homéricos, Hasgard aceita o legado de proteger as “sementes” — as novas gerações — e renasce sob o nome Aldebaran, que em árabe significa “o seguidor”. Ele abandona sua individualidade para se tornar um simples e devotado seguidor de Atena, buscando a redenção através da proteção da humanidade.
O Sacrifício Heroico e o Legado
Mesmo após a intensa batalha contra Kagaho, Aldebaran ainda precisou enfrentar uma última ameaça enviada por Pandora: os espectros Wimber de Morcego e Cube de Dullahan. Para se defender do sonar mortal de Wimber, o cavaleiro perfura os próprios tímpanos instantaneamente.
Atingido pela mensageira da morte que paralisa o coração, Aldebaran continua de pé, utilizando apenas sua férrea determinação para executar a Supernova Titânica uma última vez. Ele elimina o inimigo e protege as crianças e os futuros heróis do Santuário antes de falecer heroicamente, mantendo-se inabalável até o último suspiro.
O sacrifício de Aldebaran garantiu que a semente da esperança continuasse viva, abrindo caminho para que o exército de Atena alcançasse a vitória final na Guerra Santa.
Perguntas Frequentes
- Como Aldebaran executa o Grande Chifre?
Ele utiliza uma postura com os braços cruzados baseada no conceito do iaijutsu, desferindo um ataque em velocidade superior à da luz ao descruzar e cruzar os braços rapidamente. - O que significa o nome Aldebaran?
O nome tem origem árabe e significa “o seguidor”, simbolizando a escolha do cavaleiro de abandonar sua individualidade para servir e proteger a deusa Atena. - Por que Aldebaran escolheu não matar Kagaho de Benu?
Porque ele percebeu que a alma de Kagaho não era verdadeiramente maligna, mas sim movida pela dor e pela solidão, optando por tentar guiá-lo em vez de destruí-lo. - É verdade que Aldebaran perdeu a audição durante sua última luta?
Sim, ele perfurou os próprios tímpanos instantaneamente para anular o efeito da técnica baseada em som utilizada pelo espectro Wimber de Morcego. - Qual é a técnica mais poderosa de Aldebaran?
A técnica máxima do cavaleiro de Touro é a Supernova Titânica, um golpe de poder devastador capaz de gerar uma energia comparável à explosão de uma estrela.





